sábado, 17 de dezembro de 2011

o deus deste século.

     









                                         

     “... Os que querem ser ricos caem em tentação e em laço”. (1Tm 6.9). O país está repleto de políticos querendo riquezas e nem precisamos explicar as consequências disto; Há agricultores querendo riquezas eis a razão de tanta soja no mercado, quando as produções alimentícias deveriam ser proporcionais; há empresários querendo cada vez mais dinheiro eis a razão de tanta opressão da classe trabalhadora; há investidores querendo ser cada vez mais abastados, eis a razão da destruição da natureza.


     O mundo estar girando em torno da grana; tudo é grana, menos altruísmo, menos amor. O que ensinam nas escolas e universidades é ganhar dinheiro, lucrar, ser o melhor, ultrapassar outros, etc., nesta corrida predatória. Por isso que o mundo está caótico, como uma enxurrada indo para o buraco. O declínio do amor em troca de valores monetários. Espantamos-nos com atos espúrios de violência quem nem sonhávamos que aconteceriam. Somos vítimas até de muitas falcatruas quando esperávamos atitudes confiáveis. O que vale é enganar, ludibriar, todo tipo de malandragem, e isto em nome do capitalismo, do dinheiro, da riqueza fácil, da subida rápida, dobrando os joelhos para o diabo.

     Jesus nos ensinou: ‘Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?’. ‘Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores’. (1 Tm 6.10). Contemplamos estes valores presentes em muitas religiões, e em nome de Deus, saqueando até a casa da viúvas, dos necessitados, etc., em nome do santo dízimo, há possibilidade para adentrar, acobertado pela teologia da prosperidade, nos lares dos mais simples e carentes, como o que estar acontecendo atualmente com crianças que são denominadas bruxas lá na Nigéria, tudo isto em nome de um deus, chamado Mamom, e por ele fazem proezas de malandragem. Este é o deus deste século que cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo.

    Enquanto o mundo gravita em torna da grana, respirando grana, falando de grana, ensinando sobre a grana, seja desonesto pela grana, para ter mais grana, grana, grana, grana; há pessoas que amam e se enfiam neste amar, porque a única coisa que vale para elas é viver o amor.

Tenham paz,
Rafael Lima.


domingo, 27 de novembro de 2011

Discípulo do Caminho.












Discípulo do Caminho é filho
Discípulo do caminho é amigo
Discípulo do caminho é irmão
Discípulo do caminho não é prosélito de religião
Pois nasce da graça e do perdão
Vivendo a paz com todos sem distinção.

Discípulo do caminho é agora perdoado
Que perdoando...
Amigo do caminho é para amar
Pois quem ama: é nascido de Deus e o conhece
Pois tudo nesta vida tem que desaguar neste caminhar.

Discípulo do caminho anda por fé,
E pela fé vive Cristo,
Pois filho de Abraão ele é,
Pois este creu, mesmo sem saber,
Vivendo e crendo N’ele
Andando após Ele
Para agradar a Ele.

Discípulo do Caminho
É tabernáculo andante de Deus,
Ministro andante do Reino da paz;
Ministro andante de graça transbordante
E reconciliante que testemunhando...
Reconciliam muitos a testemunhar sem papagaiar
Que a mensagem do evangelho que salva e liberta:
É amar, amar e amar.

( Rafael Lima) 

O amor que salva.

     




     







     

       A mensagem do evangelho que salva e liberta, Cristo nos ensinou: “O meu mandamento é este, que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei”. O amor nos liberta e nos ressuscita para uma nova vida em Cristo; o amor nos faz enxergar além dos limites impostos pelo sistema social, pelos valores culturais distorcidos do planeta.

     Quando mortos estávamos e guiados por tutores andávamos, achávamos então que serviços religiosos nos traziam salvação, até porque salvação para nós era se livrar do inferno e chegar tranqüilo no paraíso; aquela antiga fobia religiosa que se espalhou pela idade média, o medo do purgatório, o espiritismo futurista que catapulta para outra vida. Hoje, num contexto parecido, vive-se a lógica do medo, um grande resultado para o ganho de dinheiro, assim como os antigos que lucravam em cima disto. São curiosidades humanas e preocupações fúteis com o futuro, com o amanhã, quando Jesus nos ensinou: “Não vos preocupeis com o dia do amanhã, basta a cada dia o seu mal”. Há um trecho de uma música do grupo Vencedores por Cristo que diz: “ Entrego a Ele o meu futuro, eu sei que estou seguro nas promessas do meu Deus”.  E, neste ínterim, aprendemos mais uma vez com os discípulos de Cristo quando movidos por tais curiosidades perguntaram a Jesus: “Então os que estavam reunidos lhe perguntaram: Senhor será este o tempo em que restaures o reino de Israel?”.  Colocando-os no chão da vida Jesus respondeu: “Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou para sua exclusiva autoridade”.

     A salvação começa no agora, o depois pertence a Deus. Salvação é discordarmos dos valores que este século nos impõe que conspiram contra o amor do Pai. Estar escrito na epístola aos romanos: “e não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. Salvação é preservarmos uma consciência pura das contaminações deste mundo praticando o que Cristo nos ensinou. É mantermos a nossa fé, porque esta é a vitória que vence o mundo, em meio às turbulências, a insignificância dos valores simples desta vida. A salvação é negligenciarmos “o deus deste século que cegou o entendimento de muitos”. Salvação é nadarmos contra a maré, nutridos de esperança e confiança em Deus. Salvação é mantermos dentro de nós a chama do Espírito acesa prestes e de prontidão para resplandecer lá no meio das trevas, e lá no meio mesmo.

     Portanto, amigos e amigas, gente boa de Deus! “Que possamos calçar os nossos pés com a preparação do evangelho da paz”, porque livres agora estamos para levar liberdade aos cativos, pregar boas-novas aos quebrantados e por em liberdade os algemados, porque o Espírito do Senhor que derramou amor nos nossos corações está sobre nós, e livres agora estamos, para juntos compartilharmos esta liberdade, mudando a ótica das coisas, com esperança, amor e perdão, porque esta é a vontade de Deus, gerar discípulos no seu nome, propagando a mensagem do Reino de paz, justiça e alegria no Espírito Santo, porque o amor salva.


Rafael Lima
Capuava -Goiânia.

domingo, 16 de outubro de 2011

O manto da lei.

     








     








     

     

     O evangelho nos torna seres humanos e transparentes, pondo as nossas imperfeições visíveis aos olhos de todos, porque nada que esteja oculto permanecerá oculto, de uma forma ou de outra será revelado. A lei ocultava o pecado: “BEM-AVENTURADO aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto”. Com a graça o pecado já é visível quando se manifesta no coração: “Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias”.

     A lei que serviu de tutor para desaguar em Cristo, não aniquilou o pecado, porque este tomando ocasião pela lei se multiplicou fazendo morrer o transgressor, porque a lei, ou seja, as normas religiosas apontaram e catalogaram o pecado, e tais proibições fizeram o desejo de transgredir multiplicar-se. Então, o que era bom, tornou-se em seguida prejudicial porque ocultava o pecado e este se fortalecia dentro da pessoa. Com Cristo, toda espécie de regras, doutrinas humanas, tutores, ficaram na cruz; por isso, disse Jesus: “Não vim ab-rogar a lei, mas cumprir”, porque não se podem costurar remendos novos em roupas velhas, ou seja, o que é velho e ultrapassado tem que ficar para trás, porque a lei de Cristo nos livrou da lei do pecado e da morte.

     A nossa liberdade foi conquistada na cruz e não devemos nos submeter ao julgo de escravidão, porque agora somos filhos de Deus e co-herdeiros com Cristo. A lei despertou minhas trevas interiores e me dominou fazendo-me em seguida morrer, ou seja, na ignorância, na alienação e me tornando filho da ira e não filho de Deus. Aquele que é nascido de Deus vive em amor e não em regras humanas e arcaicas; os que são nascidos de Deus receberam alforria, pois foram comprados na cruz e agora estamos diante da graça em novidade de vida, diante dos olhos de quem tudo estar revelado.

     O amor nos faz responsáveis para com o próximo e para com Deus; cientes disto somos livres do todo julgo religioso, de toda tradição, das administrações opressoras dos líderes da religião; somos livres da culpa; somos livres do medo do pecado, pois sabemos que pecar é não amar; somos livres do véu que foi rasgado e livres do manto opressor que outrora nos matou, porque agora o laço quebrou e nós escapamos; somos escravos de Cristo, filhos de Deus, porque convictos deixamos de ser prosélitos da religião ( Crentes, evangélicos, etc), para sermos sacerdotes de Cristo, ministros da reconciliação e mensageiros de uma nova aliança que não foi escrita em tábua concretas, mas escritas nas tábuas do nosso coração. Hoje, somos o que somos, sem nos ocultar, sem fugir de Deus, porque o amor que nos colocou no chão da vida, nos tirando do caminho da mediocridade, desatando as nossas faixas de sepultados, nos livrando de toda roupagem religiosa e pagã, lançou fora todo medo, pois foi Ele que disse: " Eu sou a ressurreição e a vida e quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida".



Grazie, Rafael Lima
Capuava- Goiânia.

sábado, 24 de setembro de 2011

Pecar é não amar.

     


     








     
     “O Deus que vivifica os mortos e chama a existência às cousas que não existem”. O amor é vida e esta vida é Cristo; “Eu sou o Caminho, a verdade e a vida e quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida”. Todas as coisas, visíveis e invisíveis são por Ele e para Ele.

     Quem ama é nascido de Deus e conhece a Deus porque Deus é amor. Ele nos amou e nos ressuscitou dos mortos com Cristo, porque antes estávamos atolados no pântano do pecado, ou seja, estávamos mortos porque o amor não circulava em nós, de modo que vegetávamos nas regras da religião, leis, ordenanças. Mas, Deus provou o seu amor para conosco quando Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. O que vemos é uma grande manifestação atômica do amor de Deus, tragando para si povos, tribos, línguas e nações.

     Os mandamentos que apontaram o pecado, ou seja, a lei das obras mortas foi diluído em Cristo, prevalecendo o mandamento do amor. O amor é à base de sustentação para todas as coisas e quem ama vive. Vivemos numa época sombria, onde o que permeia são conceitos diabólicos e animais, onde Jesus disse: “E por se multiplicar a iniqüidade o amor se esfriaria”. Só o amor é capaz de transparecer quem somos nos acordando para uma nova vida. O amor nos liberta dos conceitos tirânicos de nossa vontade para vivermos a vontade de Deus, e a vontade do Pai é esta: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.

     “O que adianta ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma”. Perder a consciência do evangelho, os santos impulsos do Espírito Santo nos direcionando para amar, porque o amor de Deus foi derramado em nós. O que adianta viver uma vida repleta de jactância humana, mas longe da vida eterna que está em Cristo que é o amor que vivifica nossas almas.

     Meus queridos amigos, neste período de densas trevas, o único recurso que resta é: “Perseverar para ganhar às nossas almas”, vivendo o amor, assim como Ele nos amou. Porque pecar não é transgredir inúmeras regras, tradições religiosas ou doutrinas das igrejas evangélicas. Pecar é não amar, porque aquele que ama cumpriu todo mandamento, porque já ressuscitou com Cristo para uma nova vida. O amor é loucura na visão alienada deste mundo; mas que esta loucura seja a sabedoria real e absoluta de Deus manifestando-se gradualmente em nós, porque para Ele morremos, ressuscitamos, e por meio dele viveremos; porque Ele nos vivificou dos mortos, nos chamando a existência porque não existíamos. Graças a Ele por isso.



Grazie, Rafael Lima
Goiânia, Brasil.

sábado, 3 de setembro de 2011

Comentário do evangelho segundo João.


* Primeiro capítulo.


     “Eu sou o Alfa e o ômega, o principio e o fim. Eu, a quem tem sede darei de graça da fonte da água da vida”. (Ap 21. 6).

    No primeiro capítulo do evangelho segundo João, vemos a centralização de todas as coisas em Cristo, principalmente quando a palavra princípio é esboçada. Vejamos uma expressão: “Tudo foi criado por meio dele e para Ele”. (Cl 1.16c). Cristo é o referencial de todas as coisas. Essas expressões foram escritas por João com a finalidade de anular a influência mosaica nas pessoas que formavam à igreja. Sendo Cristo o principio de tudo, ou seja, a pedra fundamental desta construção, toda fonte de controvérsia será dissipada por esta verdade que ilumina a todos; porque Ele e por Ele são feitas todas as coisas, e Ele é a Luz. Todo o evangelho de João resumiu-se na centralidade de Cristo.

     Logo em seguida, o testemunho é promulgado por João, o batista, a respeito dessa Luz que veio resplandecer entre os homens. Todo aquele que crer nesta luz é transformado e convocado a viver a nova proposta de vida do evangelho. Neste capítulo presenciamos três palavras chaves que é a síntese de Cristo, vejamos: verbo, princípio e luz. No principio era o verbo, o verbo era Deus, a luz dos homens, ou seja, esperança, esclarecimento. O verbo se encarnou e todo aquele que crer em tais palavras não será confundido. “Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens”. (Tt 2.11)

Graça,Rafael Lima.

sábado, 30 de julho de 2011

Sintomas do amor.





    







      A síndrome do amor é a loucura. Se houvesse uma palavra específica para caracterizar este sentimento divino seria esta. O amor é à base de todas as coisas, pois tudo sofre e tudo crer, tudo espera e tudo suporta. O amor é vida que circula nas veias; o amor é Cristo, pois não há maior amor do que este, dar a vida pelos seus amigos.

      Estamos numa era difícil, Jesus prévia com muita antecedência isto: “E por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos se esfriará de quase todos”.  Esta é a era da zumbificação, ou seja, da grande alienação, onde interesses são repartidos a grupos seletos e exclusivistas. Trata-se da hierarquia tirânica que se fossemos descrevê-las as colocaríamos num imenso caldeirão que resultaria nesta síntese: religião, aristocracia, poder e política, os artifícios do inferno. Tudo que nos tira desta realidade, ou seja, do hoje e do agora e nos projeta em outros mundos e dimensões, são valores irracionais e diabólicos. O amor nos coloca no hoje, neste espaço e no agora, porque o amor é o presente; o amor é vida.

     O sistema é como uma grande enxurrada que empurra para o precipício, como Jesus disse: “cego guiando cegos”, nada mais que isso. A vida é sem sentido como um sino que bate, quando os princípios deste precipício se engajam com seus valores dentro de nós, pois os valores deste mundo são valores de caca, mar de mentiras e ilusões burocráticas. Os valores do sistema são artificiais e corruptos e quem se apega a este sistema o amor do Pai não está nele, este é o termômetro. Somente o amor nos inunda com a consciência da verdade; o amor nos coloca na realidade tornando a nós mesmos, alguém. Quem recebe e compartilha o santo fermento do amor é sofredor, digno de todos os males, sendo espetáculos de insanidade para este mundo, pois para o sistema amor é esquizofrenia antiquada, pois o obvio e agradável é ultrapassas e concorrências, pondo a todos nesta correria mortal de fama e poder, dominando outros.

      Para concluir, lembro de uma cena presente no filme, a famosa fábrica de chocolate, quando um esquilo bate na cabeça de uma pessoa verificando em seguida que está oca; imediatamente a pessoa é direcionada para a lixeira da fábrica. Assim é o Reino, vejamos o que Jesus disse: “Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora...”. Permanecer em Cristo é abraçar a liberdade ressuscitando em novidade de vida que é o amor. É estar livre dos valores deste século e de si mesmo para viver as verdades do evangelho. A religião, os valores deste século, nos oculta detrás de nuvens densas e escuras como nos dias da lei. O amor nos coloca na dimensão da realidade, do convívio com os outros na prática do bem. Somos o que somos para ser o que Cristo nos ensinou, a vivenciarmos esta santa loucura: “O meu mandamento é este, que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei”.


Grazie, Rafael Lima
Capuava, Goiânia.

sábado, 16 de julho de 2011

Tanque versus fonte.







     

     
        “... Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque, quando a água é agitada; pois enquanto eu vou, desce outro antes de mim”.  “... Quem beber desta água tornará a ter sede; aquele, porém, que beber da água que eu lhe der, nunca mais terá sede...”. De modo que tanque é toda espécie de subterfúgios que não levam a nada; a fonte é eterna que traz vida para os que creem no seu nome.

      A história narra à vida de um homem à beira de um tanque. Este tanque era milagroso, pois todos os enfermos se direcionavam para lá aguardando o mover das águas. Estes enfermos dependiam de um feito sobrenatural para serem novamente humanos e terem suas vidas restituídas. O tanque funcionava como uma loteria porque só alcançava alguns e os que se esforçavam para chegar em primeiro lugar, uma tipificação da lei; esforço próprio, obras mortas e até anjos.  A lei foi dada a Moisés por anjos, Cristo é superior aos anjos, “... E todos os anjos de Deus o adorem...”. Todos os mecanismos religiosos estavam associados e concretizados neste tanque onde os moldes capitalistas estavam sendo muito bem representados. A religião e todos os seus aparatos anulam as expressões da graça e do multiforme amor do Pai celestial, pois a religião trabalha fazendo seleção e exclusão, mas a graça inclui, “primeiro os doentes”; “ os publicanos e meretrizes vos precedem no Reino dos céus”. A religião tira dos que não tem para dar aos ídolos de plantão, às figuras do palco.

      Cristo é a fonte infinita que leva à vida eterna; o tanque não leva à nada, depende de figuras presenciadas e pretextos mosaicos para funcionar. Esta fonte que leva à vida eterna reformula à nossa vida para amar. Esta fonte nos humaniza para servir, “porque de graça recebemos e de graça devemos dar”. Quem bebe desta fonte deixa de serem os primeiros para serem os últimos; quem bebe desta água não se subjuga a esta loteria de manipulações mecanicistas de alguns, em detrimento de outros; quem bebe desta fonte é realizado e completo, saciado em amor.

      “Quem crê em mim, como diz a escritura, rios de água viva correrão do seu ventre”. “Se tu soubesses quem é o que te diz dá-me de beber, tu lhe pedirias e Ele te daria água viva”. O que faço para encontrar Cristo? Quem segue a Cristo faz o que Ele manda, e o que Ele manda é amar sem distinção. Este amor é a fonte da vida.

Grazie, Rafael Lima.

sábado, 2 de julho de 2011

Via ou Caminho?

    













     Estas dúvidas nascem e renascem dentro de nós: Cristo ou Barrabás?  No caminho ou fora dele? Se olharmos a vida na ótica reflexiva, contemplaremos fenômenos diferentes e seremos nocauteados por inúmeras perguntas e inúmeras dúvidas; por isso existem às religiões. As religiões fornecem respostas a todas as perguntas geradas pela mente humana, mas não conseguem satisfazê-las com as suas repostas.

       Que caminho seguir se há inúmeros caminhos. No trajeto desta vida detectamos tantas respostas para tais perguntas, e o problema fica mais complexo quando a religião resolve tomar para si esta importância, manipulando e fantasiando as férteis imaginações e anseios da humanidade. Neste trajeto tudo que é lixo religioso teológico completam os furos dessa bandeira repleta de retalhos. Como Jesus disse: “Correm em busca de prosélitos, para torná-los mil vezes filhos do inferno”. Mas que caminho seguir realmente?

     O caminho que é Cristo segue o inverso desta via que é a religião. De acordo com o dicionário Aurélio, via significa inúmeros pretextos que apontam o caminho, mas não é o Caminho. Jesus afirmou que é o Caminho, e este Caminho é associado à verdade.  Portanto, a verdade é Cristo e quem estiver fundamentado nesta verdade automaticamente está neste Caminho. A religião é nada mais nada menos que uma pequena via que tenta costurar o Caminho da graça e do amor que é Cristo. Para participar e adentrar nesta associação que é uma via, basta levantar as mãos e aceitar a Jesus; mas, no Caminho é diferente, porque quem nos escolhe para frutificar é Jesus Cristo, sem precisar bater o ponto numa instituição religiosa.

     Então, quais as opções que procuramos seguir? Via ou Caminho? Cristo ou Barrabás (religião que assalta, mata e destrói)? A igreja evangélica ou ser uma igreja?  O evangelho ou pretextos que apontam o evangelho? O caminho da graça ou o caminho da graxa? O caminho do discípulo ou o caminho do prosélito? A graça ou a desgraça? O ódio ou o amor? Você é livre para escolher ser livre, o Caminho dissociado da religião é Cristo.


Shalom, Rafael Lima
No caminho...

sábado, 25 de junho de 2011

Simplesmente crer.











     
     “E muitos ali creram nele” (Jo 10 42). O evangelho é tão simples que temos muitas dificuldades em aceitá-lo da forma que ele se apresenta a nós. Devido às barganhas da religião somos forçados a acreditar que seguir a Cristo é mergulhar num mar de regras e dogmas, porque somos habituados com toda esta panaceia religiosa achando que estamos fazendo um grande favor a Deus.

     “Então eles, deixando logo as redes, seguiram-no”. (Mt 4.20). Vemos nestes trechos à chamada de alguns discípulos, e Cristo ao convidá-los não exigiu nada para que eles o seguissem, a não ser que cressem, porque o evangelho é poder transformador. Como é difícil compreendermos esta palavra, crer. De acordo com a visão religiosa, o crer é levantar a mão numa instituição, aceitando a Jesus; não suporto tal cogitação, porque Cristo nos ensinou a simplicidade, e lugares complexos não lhe cabe, porque Ele é tão pequeno que reside dentro de nós. “O Reino dos céus é semelhante ao grão de mostarda que o homem, pegando nele, semeou no seu campo”; Uma declaração simples e silenciosa, mas poderosa e majestosa.

     O nosso grande desafio é aprendermos como Ele nos ensinou, a sermos simples. Ser simples é estar dissociado de mecanismos artificiais que toda religião nos fornece, para termos Cristo embasado em nós. O evangelho nos surpreende, porque somos convidados a vivenciá-lo da forma que somos, porque conversão é trocarmos à nossa vontade pela vontade do Pai. Então, crer que Cristo é o caminho, a verdade e a vida, nos leva a outras atmosferas; à atmosfera da humanização e do amor, propícias a quem nasceu da água e do Espírito. Ora, nascer da água e do Espírito é desfrutar de uma proposta excelente de vida que é superior a tudo que nos é apresentado pela religião.

     “Assim também, quando éramos meninos, estávamos reduzidos a servidão debaixo dos primeiros rudimentos do mundo”. (Gl 4.3). O evangelho nos liberta de rudimentos, ritualismo, doutrinas, liturgia, porque tais coisas não nos levam a nada, se não a escravidão, o fortalecimento do pecado que habita em nós. Mas se o filho nos libertar de tudo isso, verdadeiramente seremos livres.  Cristo nos convida a bebermos desta água, o pacote de conhecimento e graça, basta crer ou acreditar, não na forma apresentada pela religião, mas acreditar que Deus se humanizou por cada um de nós em amor e que este amor é eterno e imutável; então, devemos crer e somente crer, nada mais que isso, que assim seja amém.


Shalom, Rafael lima

sábado, 4 de junho de 2011

Movendo a máquina.










     
    
     O poder da religião é estarrecedor. Defino a religião como uma grande empresa repleta de fetiches e de caprichosa organização; embasada numa forte ideologia que segue devidos fins em busca do propósito comum que se atrela ao lucro e poder.

    A religião que é uma empresa de assistência que funciona como uma imensa peça de quebra cabeça, prestes a satisfazer os anseios e dúvidas de pessoas que são influenciadas pela tradição. Para esta  empresa seguir seus conceitos com sucesso precisa de máquinas, engrenagens, funcionários adestrados, gerenciamento qualificado, uma ideologia que mova o espírito de todos e muito investimento feitos por acionistas.

     Para chegarmos a uma definição óbvia precisamos entender a força desse sistema, e para isso vamos recorrer na fonte, para termos uma explicação exata. Qual o significado da palavra sistema? De acordo com o dicionário Aurélio, significa dentre muitos resultados, “Disposição das partes ou dos elementos de um todo, coordenados entre si, e que formam estrutura organizada”. Logo, sabemos que tais conceitos se completam muito bem com toda religião que representa esta grande máquina.

     Os elementos que se aglomeram a esta grande empresa foram citados, vejamos quais: Maquinários, engrenagens, funcionários adestrados, gerenciamento eficaz, uma ideologia e investimento maciço. Os imensos maquinários associados com engrenagens são os meios pelos quais o sucesso é alcançado, ou seja, são pessoas dotadas de talentos especiais representando tais máquinas, tendo em mãos o poder atrativo para reunir pessoas num mesmo lugar resultando em somas avultadas de lucro, ou seja, são cantores, pregadores, etc., se alimentando da energia que é o palco, o combustível do sistema. Os funcionários encarregam-se de associarem-se uns com os outros, sendo que todos estão mergulhados neste sofisma, recebendo o produto fabricado por tais máquinas, todos mergulhados nesta forte ideologia que movimenta toda indústria. Já os gerentes estão encarregados de supervisionar tais funcionários e o maquinário desta empresa da fé; estes gerentes representam a hierarquia do sistema religioso; destes sai-se bajuladores e líderes de instituições religiosas, que se firmam numa visão e interesse de um grande líder que é o referencial, a mente do sistema. Todos procuram se espelhar neste líder, o responsável e mediador entre um deus e a terra. Tais líderes, o sumo empresário, pode ser um pontífice, sumo pastor, semideus, bispo das almas, pastor presidente, profeta, apóstolo, pai apóstolos, etc., estes que estão inseridos na gerência são responsáveis por observar todos os funcionários para não haver desvio de conduta ocasionando grandes prejuízos ao líder supremo, a mente do sistema, o cabeça deste corpo; são conhecidos como profetas, sonhadores, prognosticadores, santos médios e videntes, reveladores e até voz de Deus. Tais empresários que são as mentes desse sistema, sempre estão à procura de ótimos investimentos para montar estas empresas da fé e fomentar quantidades exorbitantes de lucros, porque são ótimos empreendedores. Associam-se e recebem investimento de políticos, para eles ótimos amigos porque adiantam fundos e documentações, e também acionistas, que são pessoas de discernimento de mercado; estes contribuem com a quota de 10% recebendo investimentos e passes espirituais para progredir em seus negócios; geralmente tais acionistas são granjeados pela quantidade de investimento, sendo que quanto mais for a quota, mais afamado será, podendo até herdar uma cadeira no Reino.

     Assim a máquina vai funcionando: tirando e matando; alimentando sonhos, currículos, nutrindo ideais e esperanças. Crescendo na fama e reconhecimento diante dos homens e não em Deus. Formando egoístas, mercantilistas e negociadores de produtos sacros; tirando de muitos para dar a poucos; levantando prosélitos para torná-los mil vezes filhos do inferno. Sugando, chupando a seiva da motivação e os valores dos seres humanos; tornando pessoas sem vida, sem humanidade; criando mortos sem alma, sem espírito; ressuscitando do inferno Zumbis e vampiros, prestes a devorar mais alguém, que assim seja amém!


Shalom, Rafael Lima


sábado, 28 de maio de 2011

Pressão satânica.

        









          Olá, graça e paz. Em razão da obscuridade e da pressão satânica sobre cristãos genuínos, quero dar continuidade ao tema que abordei: A proteção da mente. Estamos vivendo tempos difíceis e no meio de grandes pressões ideológicas infernais, e se não acatarmos os ensinamentos de Cristo, buscando conhecê-lo a cada dia, seremos sucumbidos pela maré de conceitos e valores que parecem singelos, mas são satânicos. Precisei ler alguns assuntos para trazer esta complicada exposição. Na temática passada abordei o contexto histórico de toda manifestação. Hoje, quero concentrar nos detalhes que isolam e apontam o legalismo, catolicismo e espiritismo em todas as religiões, sendo na maior parte concentrada no movimento evangeliquês. Sinto-me responsável por grandiosa informação, e vejo pessoas cegas e apáticas aos problemas que rondam, sendo perniciosos ao evangelho de Cristo. Sou encarregado de orientá-los.

          Quando Cristo foi tentado pelo diabo, foi vitorioso porque sua vida estava embasada nesta frase: “Seja feita a tua vontade”. Quando esta frase se inverte, o reflexo desta catástrofe é diverso, e o principal é a ausência de Cristo. Aprendemos nos tópicos anteriores que quando Cristo está ausente, procuramos preencher esta ausência com diversos fatores, inclusive a religião. Atrelado a religião está o legalismo, teologia medieval e os conceitos espíritas, simples assim. Eis a razão de tanta barganha espiritual, e não é de se impressionar em vermos líderes evangélicos que adoram a Satanás. Toda conseqüência está centrada no antropocentrismo, sendo a minha vontade primordial em vez da vontade de Cristo.

          Comentei a origem do misticismo, mas foi preciso analisar os fatos biográficos do maior satanista de todos os tempos, o conhecido Aleister Crowley; especializado em misticismo e tantas outras coisas, além de ser criador de vários símbolos satânicos. Foi o principal criador da magia branca e também magia negra. A magia branca se atrela sigilosamente a teologia espírita gospel, pois a magia branca é conhecida como magia do bem. Aleister Crowley divulgou teorias antropocentristas, o seja feita a minha vontade, comparando o homem e a mulher como estrelas. Seus conceitos foram tão influenciadores que contaminaram e ainda contaminam pessoas e religiões, inclusive a evangélica; quem não conhece a história da subida do palco. Grandes músicos, políticos e intelectuais acataram os conceitos de Aleiste Crowley como referencial. Em relação aos conceitos espíritas vemos que nada escapa a realidade; há cultos e reuniões místicas onde a ênfase recai no êxtase espiritual, o sentir. Se compararmos os cultos e reuniões afros, constataremos tais influências; um verdadeiro sincretismo religioso. O Espírito Santo não se dissocia da Palavra que é Cristo. Já que a ênfase está no êxtase, então vale tomar o chá que é distribuído na religião conhecida como Santo Dai.

          Porque não comentar sobre o legalismo que fortalece a tradição. As igrejas da galácia estavam voltando ao legalismo judaico e por isso foram severamente orientadas por Paulo. A lei se distancia de Deus, já a graça nos aproxima reconhecendo-nos como filhos. A lei se expressa no Antigo testamento, enquanto a graça no novo. A lei não serve como fonte doutrinária para os dias atuais, mas os ensinos de Cristo são mais que válidos. A lei exige obediência; a graça gera obediência. A lei exige o amor; a graça gera este amor.

            A teologia medieval está mais fortalecida do que antes, só que de uma forma sutil. Toda mistificação vem atrelada e enraizada nas colunas da religião; há uma crise de confiança. A tradição sempre foi fortalecida e Cristo sempre as desmanchou sem nenhuma compaixão. Quem não já viu tais expressões: “zelosos pela vossa tradição”. A religião se estrutura em rituais, conceitos, tradição, não significando nada para Deus; e para nos livrarmos de toda esta panacéia precisamos ser livres, e esta liberdade está em Cristo. Talvez você me interrogue: - A religião traz enormes benefícios para a sociedade. Respondo em seguida: - exatamente. Mas esta água não consegue penetrar a pedra.
          
          Concluo esta publicação exortando-os a todos que por curiosidade e interesse leram esta temática, que abram os vossos olhos antes que seja tarde demais. Agradeço desde já as pessoas que acessam este blog nos EUA, Canadá, Alemanha, etc. Não as conheço mais peço que o Pai celestial os proteja, amém.

Graça,
Rafael Lima.

sábado, 21 de maio de 2011

A proteção da mente.

           











         Nesta temática, abordarei diversos fatores que englobam a mistificação do evangelho dividida em duas publicações bem detalhadas. Tais problemas são perniciosos, e ainda circundam a mente de muitos desde os primórdios da influência da teologia católica medieval. Estas características se evidenciam em comportamentos que estão ligados ao legalismo mosaico, espiritismo e catolicismo. Por isso, precisamos mergulhar de corpo e alma nos ensinamentos bíblicos cristocêntricos para nos livrar de toda espécie de males que tentam dominar as nossas mentes, e que já dominaram as lideranças das instituições religiosas evangélicas.

            Quero abrir este parágrafo abordando o contexto histórico bíblico do misticismo que está presente nas instituições religiosas dos dias atuais; tudo tem uma origem e explicação. Se olharmos e regressarmos aos tempos passados, veremos a origem de todo problema místico no Jardim do Éden, como se fosse uma bactéria que com o decorrer do tempo vai se fortalecendo. Vemos, claramente, o distanciamento do homem em relação a Deus, o Pai supremo de todas as coisas. Os conceitos antropocentristas ganham força com a atitude perniciosa de Caim. Logo depois, o homem procura associa-se uns com os outros em comunidade; nascem às nações, em seguida os grandes impérios. Tais impérios adotaram a cultura religiosa politeísta em controvérsia com a cultura monoteísta judaica. Toda mazela espiritual foi se multiplicando como um vírus frenético, passando e se agregando de império a império, até se fundir em um único ponto, chamado império romano. Tal império condensou aspectos de todas as culturas num único lugar. Neste tempo a igreja de Cristo como um corpo espiritual, dissociada de um composto religioso identificável e visível aos olhos humanos, toma forma embasada nos ensinamentos de Cristo, a Pedra angular.

         A partir do ano 100 d.c, multiplicaram-se diversas formas de perseguições internas e externas. A multiplicação de conceitos errôneos e a fúria desenfreada do império romano, ver surgir logo após a morte dos apóstolos, as colunas doutrinárias, homens denominados de apologistas e polemistas; estes consolidaram métodos para defender a igreja de tais ataques. O cristianismo estava perdendo sua característica primordial, a simplicidade, para torna-se numa organização visível, ou seja, numa religião; sabemos que o nascimento de uma religião vem em conseqüência da ausência de Cristo.

           Não podendo conter o crescimento do cristianismo, o império romano, com a chegada do imperador Constantino, concede liberdade de culto aos cristãos, associando-se a igreja. A partir de então o cristianismo é a religião oficial do império; começando deste ponto todo lixo teológico. Aprendemos que o império romano foi uma síntese de toda cultura pagã; vejam o estrago quando este se associa de uma forma pacífica a igreja que neste tempo já era uma religião. O legalismo, espiritismo e tantas outras coisas que vemos a exceção de judaísmo, originaram-se do paganismo.  Traços da cultura grega, egípcia e babilônica estavam presentes dentro do império romano.

         Com a falência política do império romano, a denominada igreja católica se encarrega de reerguer o império numa grande corporação religiosa dominante; inicia-se a idade média, o período das trevas. Com tanta corrupção dos clérigos e escravização da massa que na maioria eram leigos, levantam-se um dos reformistas, Martinho Lutero, além de também levantar outros, a exemplo de João Calvino. Homens livres e pensadores que experimentaram as grandezas da graça; romperam com o sistema católico, mas o espírito religioso não foi erradicado, continuou. Destes reformistas brotaram missionários, líderes, pastores, com uma ótima visão, mas caracterizados pela religião.  Neste grupo, levantou-se o teólogo Jacó Armínio, um aluno de João Calvino, que influenciou John Wesley, herdeiro do pentecostalismo, ensinos carismáticos e de toda desordem que vemos nos dias atuais em instituições que se dizem pentecostais. Eram pessoas de princípios cristãos, mas contaminados pela influência esmagadora da religião. Daí surgiu às instituições que hoje presenciamos, e o que nos preocupa é o fato de que os conceitos místicos, herdados pelo catolicismo foram repassados. As reuniões evangélicas são reflexos do espiritismo, legalismo e catolicismo. O espiritismo presente nestas instituições enfatiza o sentir em vez do refletir; a possessão em vez da inspiração. Pregam e retrocedem ao antigo testamento buscando meios de reconciliação com Cristo através de regras. A tradição é fortalecida; por isso que vemos ainda, muito presente, a hierarquia governamental; para combatê-los precisamos mergulhar a nossa mente nas escrituras.

         O apostolo São Paulo afirmou: “... apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”. A nossa mente e o nosso pensar é o reflexo daquilo que absorvemos, por isso devemos nos apegar ao que é bom e agradável para fluir coisas boas de nosso coração. O bom e agradável é Cristo; se voltarmos a Cristo, todos os aspectos da religião serão varridos de nossa memória.



Shalom, Rafael lima.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

A liberdade cristã.

 
       


    


     
     “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais de novo a jugo da escravidão”. (São Paulo). O cristianismo nos isenta de todo fardo, porque a liberdade está em Cristo. O movimento evangélico acatou o gnosticismo com rituais de ascetismo; eis a questão de haver tantas proibições e regras, que são mais bizarras que outras. Os líderes preocupam-se mais em punir do que direcionar o povo a pensar. Toda religião, seja ela cristã ou pagã, procura encarcerar o povo; eis a questão de tanta miserabilidade espiritual (intelectual).

     A pior miséria é a alienação mental. Cristo nos libertou de toda espécie de regras; os que procuram ser livres em Cristo repudiam com eficácia o movimento religioso e as instituições que o representa. Como diz a frase do poeta e escritor Castro Alves, “a praça é do povo como o céu é do Condor”. Ser livre é ter a mente de Cristo, desprendida de concepções errôneas e meramente humanas; ser livre é ter a capacidade para escolher crer ou não crer em Deus; e crer em Cristo é começar do zero, uma volta detalhada ao início de tudo.   

     A religião se coloca no caminho, achando que pode colocar o homem no céu com pretextos e rituais. O cristianismo nos torna leves como penas. Não precisamos de muita coisa, a não ser decidir seguir a Jesus. Cristo afirmou: “Tomai sobre vós o meu jugo...”. O jugo de Cristo é a conseqüência desta liberdade recebida por Ele; tudo é pela graça. Ser livre é não precisar de tutor espiritual. Temos que ter cuidado com o movimento ascético presente nas religiões, exigindo repressão para alcançar a santificação; a boa conduta é gerada pela Palavra de Deus (pedagogia Cristã). Ainda que tentemos nos conectar com o divino com as nossas próprias forças, não alcançaremos tal possibilidade; tudo é pela misericórdia de Deus. Não conseguiremos ser livres, se esta graça não vier de cima; não conseguiremos amar se o amor não for derramado em nossos corações pelo Espírito Santo. O caráter cristão não é uma norma a ser conquistada, mas uma virtude derramada. Temos que ser audaciosos e investigadores, prestes a revelar o legalismo ressuscitado nas instituições que alegam ser cristãs, mas não tem nada com Cristo. Legalismo é a lei mosaica que está sendo levantada nas denominações religiosas; o composto de regras, rituais, dogmas doutrinários, meramente humanos, que procura a justificação do homem em relação a Deus. Como diz a musica: “Posso não, quero não, posso não...”. A obediência, decência, compostura, é um processo natural crescente na vida do cristão que opta amar a Cristo, simplesmente.

     À medida que nos inclinarmos para o aprendizado de Cristo Jesus, envolvendo muito raciocínio e perseverança, nos tornaremos livres da religiosidade e até de nós mesmos. Todo sistema religioso escraviza com dogmas e doutrinas e até as inclinações humanistas; e quando há uma relação entre religião e antropocentrismo, é gerado a libertinagem que é o engessamento do caráter gerado pelo Espírito. A pessoa que está engessada, também se encontra com a mente cauterizada, por isso procura se abastecer com o sensacionalismo. “E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes”. (São Paulo, aos romanos). 

    A religião se apresenta com uma solução, interferindo na liberdade cristã com regras e pretextos, exigindo obediência; e quanto mais tal obediência é exigida o problema continua sendo gerado com força total. Além de procurar tirar a liberdade do ser humano, violam sua capacidade de pensar e transforma a pessoa num corpo sem vida. Eis a frase: “Penso, logo existo”. Não conseguiremos serem pessoas de bem se estes princípios não forem gerados em nós pela Palavra da Verdade que é Cristo. Há em nós uma semente do mal, por isso que São Paulo disse: “Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço”. 

     Senhores e senhoras que lêem estes escritos, se a nossa liberdade estiver embasada em Cristo e não nos princípios teológicos medievais, que englobam a penitência, sacrifícios, indulgências, etc.  E não precisarmos de nem uma religião ou instituição para nos guiar a não ser Cristo, podemos com certeza afirmar que somos livres à medida que nos desligarmos de toda esta panacéia, ciente de que todo sistema se incomodará com a nossa liberdade, porque a liberdade cristã causa vertigem. 





Shalom, Rafael Lima

quinta-feira, 21 de abril de 2011

NO COMÉRCIO DA FÉ JESUS NÃO PASSA...










NO COMÉRCIO DA FÉ JESUS NÃO PASSA
DE UM PRODUTO VENDIDO À PRESTAÇÃO!
MOTE DOS NONATOS

Tema desenvolvido de improviso pelos repentistas, Raimundo Nonato (RN) e Nonato Costa (NC), em 01/05/1999
NC
Quem aceita lavagem cerebral
Basta ouvir um sermão que abaixa Crista
Assembléia de Deus ou a Batista
A Católica ou Igreja Universal
Na partilha dos bens é tudo igual
Mas prá si fazem remuneração
Porque padre ou pastor só abre a mão
Quando fala com o povo achando graça.
NO COMÉRCIO DA FÉ JESUS NÃO PASSA
DE UM PRODUTO VENDIDO À PRESTAÇÃO

RN
Os pastores e padres são isentos
 De despesas com carro, roupa e feira
E os fiéis são quem tiram da carteira
A despesa dos gastos e aumentos
Pra Deus tem até zero novecentos
Custa 4 reais a ligação
Eles chamam isso tudo louvação
Mas eu chamo isso tudo é de trapaça
NO COMÉRCIO DA FÉ JESUS NÃO PASSA
DE UM PRODUTO VENDIDO À PRESTAÇÃO

NC
Esses homens que pregam o falso amor
São capazes de até forjarem provas
Podem ter mil e uma seitas novas
Mas prá todos só tem um salvador
Se critica o Macedo que é pastor
Tem o Rubens Farias charlatão
Como Padre Marcelo e o Papa João
Tão lançando um CD em toda a praça
NO COMÉRCIO DA FÉ JESUS NÃO PASSA
DE UM PRODUTO VENDIDO À PRESTAÇÃO

RN
Sei que a Bíblia em CD está gravada
Sei que Cid Moreira as cifras soma
E a capela Cistina lá em Roma
Quem quer ver são 10 dólares a entrada
Hoje toda cidade é explorada
Por novena, por missa, procissão
Inda vendem rosário e oração
Crucifixo, água benta, blusa e taça
NO COMÉRCIO DA FÉ JESUS NÃO PASSA
DE UM PRODUTO VENDIDO À PRESTAÇÃO

NC
Esperando uma nave intuitiva
Transportá-la do mundo problemático
Nos Estados Unidos um fanático
Levou muitos a morte coletiva
Pouco tempo houve outra tentativa
Dessa feita, um maluco no Japão
Espalhou gás sarin pela estação
Matou muitas pessoas com fumaça
NO COMÉRCIO DA FÉ JESUS NÃO PASSA
DE UM PRODUTO VENDIDO À PRESTAÇÃO

RN
Filiais aparecem todo o dia
Sob a égide total de uma matriz
As igrejas viraram mercantis
Jesus Cristo virou mercadoria
Arrecadam milhões em Romaria
Ou qualquer uma outra pregação
Prá saber os milhões prá onde vão
Uma investigação não tem quem faça
NO COMÉRCIO DA FÉ JESUS NÃO PASSA
DE UM PRODUTO VENDIDO À PRESTAÇÃO

NC
O meu mestre de todos os senhores
Se vier pelo mundo, como está
Pelos Judas de hoje ele será
Leiloado nas bolsas de valores
Da Europa virão os compradores
Como fazem na privatização
Pagamento é em dólar ou em cartão
Promissória ou em cheque que se amassa
NO COMÉRCIO DA FÉ JESUS NÃO PASSA
DE UM PRODUTO VENDIDO À PRESTAÇÃO

RN
Todas seitas conservam os seus tabus
Todas têm interesse no projeto
Nem a Bíblia é o livro mais correto
Como todo discípulo assim traduz
Nem o vinho é o sangue de Jesus
Nem a hóstia equivale à refeição
Ninguém tem o direito à salvação
Com 10 gramas de água, sal e massa
NO COMÉRCIO DA FÉ JESUS NÃO PASSA
DE UM PRODUTO VENDIDO À PRESTAÇÃO

NC
Na cabeça de alguns ignorantes
Os Teólogos são santos poderosos
E os que dizem que são religiosos
Querem ser Jesus Cristo, Deus de antes
Na Irlanda católicos, protestantes
Se assassinam sem trégua e sem perdão
Eu não posso chamar religião
Esse crime seguido de desgraça
NO COMÉRCIO DA FÉ JESUS NÃO PASSA
DE UM PRODUTO VENDIDO À PRESTAÇÃO

RN
Sei que a seita dos Mórmons quantifica
Quem dá mais é quem consta do arquivo
O Presbítero tem cunho lucrativo
Renascer muito atrás também não fica
A Igreja Católica é a mais rica
Como as outras Igrejas também são
Não aceitam fazer a divisão
Essa hipótese a Igreja não abraça
NO COMÉRCIO DA FÉ JESUS NÃO PASSA
DE UM PRODUTO VENDIDO À PRESTAÇÃO.