O poder da religião é estarrecedor. Defino a religião como uma grande empresa repleta de fetiches e de caprichosa organização; embasada numa forte ideologia que segue devidos fins em busca do propósito comum que se atrela ao lucro e poder.
A religião que é uma empresa de assistência que funciona como uma imensa peça de quebra cabeça, prestes a satisfazer os anseios e dúvidas de pessoas que são influenciadas pela tradição. Para esta empresa seguir seus conceitos com sucesso precisa de máquinas, engrenagens, funcionários adestrados, gerenciamento qualificado, uma ideologia que mova o espírito de todos e muito investimento feitos por acionistas.
Para chegarmos a uma definição óbvia precisamos entender a força desse sistema, e para isso vamos recorrer na fonte, para termos uma explicação exata. Qual o significado da palavra sistema? De acordo com o dicionário Aurélio, significa dentre muitos resultados, “Disposição das partes ou dos elementos de um todo, coordenados entre si, e que formam estrutura organizada”. Logo, sabemos que tais conceitos se completam muito bem com toda religião que representa esta grande máquina.
Os elementos que se aglomeram a esta grande empresa foram citados, vejamos quais: Maquinários, engrenagens, funcionários adestrados, gerenciamento eficaz, uma ideologia e investimento maciço. Os imensos maquinários associados com engrenagens são os meios pelos quais o sucesso é alcançado, ou seja, são pessoas dotadas de talentos especiais representando tais máquinas, tendo em mãos o poder atrativo para reunir pessoas num mesmo lugar resultando em somas avultadas de lucro, ou seja, são cantores, pregadores, etc., se alimentando da energia que é o palco, o combustível do sistema. Os funcionários encarregam-se de associarem-se uns com os outros, sendo que todos estão mergulhados neste sofisma, recebendo o produto fabricado por tais máquinas, todos mergulhados nesta forte ideologia que movimenta toda indústria. Já os gerentes estão encarregados de supervisionar tais funcionários e o maquinário desta empresa da fé; estes gerentes representam a hierarquia do sistema religioso; destes sai-se bajuladores e líderes de instituições religiosas, que se firmam numa visão e interesse de um grande líder que é o referencial, a mente do sistema. Todos procuram se espelhar neste líder, o responsável e mediador entre um deus e a terra. Tais líderes, o sumo empresário, pode ser um pontífice, sumo pastor, semideus, bispo das almas, pastor presidente, profeta, apóstolo, pai apóstolos, etc., estes que estão inseridos na gerência são responsáveis por observar todos os funcionários para não haver desvio de conduta ocasionando grandes prejuízos ao líder supremo, a mente do sistema, o cabeça deste corpo; são conhecidos como profetas, sonhadores, prognosticadores, santos médios e videntes, reveladores e até voz de Deus. Tais empresários que são as mentes desse sistema, sempre estão à procura de ótimos investimentos para montar estas empresas da fé e fomentar quantidades exorbitantes de lucros, porque são ótimos empreendedores. Associam-se e recebem investimento de políticos, para eles ótimos amigos porque adiantam fundos e documentações, e também acionistas, que são pessoas de discernimento de mercado; estes contribuem com a quota de 10% recebendo investimentos e passes espirituais para progredir em seus negócios; geralmente tais acionistas são granjeados pela quantidade de investimento, sendo que quanto mais for a quota, mais afamado será, podendo até herdar uma cadeira no Reino.
Assim a máquina vai funcionando: tirando e matando; alimentando sonhos, currículos, nutrindo ideais e esperanças. Crescendo na fama e reconhecimento diante dos homens e não em Deus. Formando egoístas, mercantilistas e negociadores de produtos sacros; tirando de muitos para dar a poucos; levantando prosélitos para torná-los mil vezes filhos do inferno. Sugando, chupando a seiva da motivação e os valores dos seres humanos; tornando pessoas sem vida, sem humanidade; criando mortos sem alma, sem espírito; ressuscitando do inferno Zumbis e vampiros, prestes a devorar mais alguém, que assim seja amém!
Shalom, Rafael Lima

Não há coisa mais diabólica do que a religião.
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