sábado, 28 de abril de 2012

Quem é você no Caminho?














     A pergunta do evangelho soa diariamente aos nossos ouvidos. Esta é uma interrogação feita por Jesus a nós, e esta indagação foi feita aos seus discípulos. Jesus perguntou-lhes o que diziam a respeito D’ele: “Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou? E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. E, no decorrer da vida efêmera e passageira, vamos ficar diante de Deus nas variadas circunstâncias ouvindo esta interrogação: Quem é você no Caminho?

     Os motivos que nos fazem seguir a Cristo são diversos. Cada pessoa se apresenta com uma história de vida e os motivos que a fizera seguir o evangelho. Uns afirmam que vieram pela dor, no calor das dificuldades da caminhada; outros receberam a mensagem do evangelho e vieram pelo medo do porvir; outros vieram por interesses pessoais; outros se aproximaram do evangelho pela ideia revolucionária e transformadora; outros, ainda, chegaram porque ouviram palavras novas, filosofias para a vida, mensagens de sabedoria, um magnífico talismã de apego e sucesso.

     Quando analisamos a mensagem do evangelho e acompanhamos as pisadas de Jesus, veremos os mesmos fatos. Foram-se as pessoas; foi-se o passado; Cristo ressuscitou e vive dentro de nós, mas as situações que decorreram na jornada de Cristo aqui na terra ainda permanecem mais vivas do nunca, porque somos nós que vamos vivenciando os mesmos problemas que os discípulos tiveram. Há momentos que somos apanhados por interrogações; há momentos que nos precipitamos e queremos fazer fogo descer dos céus sobre os samaritanos. Também há momentos de empolgações e grandes desafios. Por haver tantos questionamentos e tantos espinhos que sufocam a mensagem da graça, muitos se perderam no Caminho. Diante de tantos problemas, das interrogações que a vida nos propõe, chega o momento de sermos levado ao vau de Jaboque e ouvirmos do céu a mensagem que nos pergunta: “Qual é o teu nome?”; Quem é você? E levamos um choque ao chegar à conclusão que nada somos, e se não for as misericórdias do Senhor sobre nós seremos consumidos.

     Mas, a pergunta continua: “Quem é você no Caminho?”; O que te trouxe a mim? Foi a pergunta dirigida aos seus discípulos: “ O que vós pensais que Eu sou?”. Estão dizendo por aí que és isso, és aquilo, e Pedro por divina inspiração respondeu: “Tu És o Cristo”. E Jesus quer saber o que nos levou a andarmos após Ele. Que a nossa resposta seja esta: “Para onde iremos nós se Tu tens palavras de vida”. Não te seguimos pelas influências; não te seguimos pela filosofia e sabedoria; não te seguimos pela fama; não andamos após Ti pelas amizades e os interesses pessoais. Seguimos-te levando o Teu vitupério porque sem ti, sem comer da Tua carne e beber do teu sangue, não viveremos.


Rafael Lima




Geração " Fast-food".



     






     O fast-food virou sinônimo de um estilo de vida estressante que vem sendo criticado desde o final do século XX. Acredito não é só um estilo alimentar como também cotidiano, porque este estilo é um reflexo de vida que a sociedade do século XXI tem experimentado. A palavra “fast-food” na tradução do inglês para o português significa comida rápida ou comida pronta, devido à necessidade brusca das pessoas de se alimentarem porque o tempo é corrido.

     O que mais vemos nos dias atuais é a imensa correria das pessoas no dia-a-dia e até vivenciamos isto em nossas vidas. Quem não já expressou para alguém que está sem tempo; ninguém é poupado de tais atos. Somos flagrados por condutas que não pensávamos em ter. Tudo está a mil, é a sociedade do “speed”. Até mesmo nos discursos políticos, empresariais e religiosos. Surgem preocupações com o futuro e investimentos de cinquenta a cem anos à frente, sem deduzirmos o que irá acontecer. Jesus narrou tais fatos em suas parábolas, sobre um rico que se alegrava com o resultado de seus investimentos: “E direi a minha alma: Alma tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga. Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?”. Estamos perdendo valores por causa da nossa negligência.

    As construções afetivas estão sendo esquecidas e pisoteadas. Não há mais tempo para longas conversas, porque tudo é dinheiro e já deduziram que tempo é dinheiro. Tudo tem que fluir rápido, por isto é válido dizer: Oi! Olá! Tudo bem! Amém! Porque é o momento das interjeições. Nisto, os relacionamentos vão ficando deteriorados, porque não há mais diálogos; conversar é perda de tempo. É muito melhor punir o culpado, do que tratar o problema na raiz. Não há mais tempo para participar da vida do próximo, compartilhando experiências vívidas. O tempo dos amigos do bairro, do futebol de rua, das travessuras nas casas dos vizinhos foi substituído por computadores, virtualidades, etc., já que a sociedade é escrava do medo. Hoje, o que é válido é o isolamento, cada um no seu canto e que ninguém se conheça, amém. Conhecimento, intimidade, diálogo é perda. Os valores de hoje são financeiros, monetários, etc. A sociedade está um caos.

     Por isso que esta geração está cada vez mais adoecida. Precisamos viver ao invés de padecer pelos nossos erros. O dia tem vinte e quatro horas e necessitamos urgentemente rejeitar a proposta medíocre que se instalou no mundo. Porque vida não é lucros; saúde não é dinheiro, muito menos ter posses. “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens”. De modo que viver é sermos nós aproveitando cada minuto, cada segundo; porque estar com o próximo não é perda, é ganho neste século e no porvir.


Rafael Lima

Os anjos de Deus.









Anjos de Deus são aqueles que nos conforta
Quando precisamos de conforto.
Anjos de Deus são aqueles que do nada
Aparecem dispostos a nos ajudar.


Anjos de Deus são aqueles que quando caídos estamos
Estendem a mão para nos levantar.
Anjos de Deus são aqueles que nem percebemos,
Mas num simples sorriso, em trocas de palavras acolhedoras,
Fazem-nos enxergar esperança na jornada da vida.


Os anjos de Deus estão próximos,
São amigos e até desconhecidos,
Anônimos mergulhados em serviços
E eles nos trazem mensagens
Abraços e um ombro amigo.


Os anjos de Deus estão aqui, ali, cá e acolá;
Longe das experiências místicas;
Distantes do sobrenatural;
São mais humanos do que nunca
Nesta experiência dimensional.
Os garçons, os diáconos,
Que compartilham da mesa celestial
O alimento que nos ergue para a vida.


Rafael Lima