domingo, 16 de outubro de 2011

O manto da lei.

     








     








     

     

     O evangelho nos torna seres humanos e transparentes, pondo as nossas imperfeições visíveis aos olhos de todos, porque nada que esteja oculto permanecerá oculto, de uma forma ou de outra será revelado. A lei ocultava o pecado: “BEM-AVENTURADO aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto”. Com a graça o pecado já é visível quando se manifesta no coração: “Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias”.

     A lei que serviu de tutor para desaguar em Cristo, não aniquilou o pecado, porque este tomando ocasião pela lei se multiplicou fazendo morrer o transgressor, porque a lei, ou seja, as normas religiosas apontaram e catalogaram o pecado, e tais proibições fizeram o desejo de transgredir multiplicar-se. Então, o que era bom, tornou-se em seguida prejudicial porque ocultava o pecado e este se fortalecia dentro da pessoa. Com Cristo, toda espécie de regras, doutrinas humanas, tutores, ficaram na cruz; por isso, disse Jesus: “Não vim ab-rogar a lei, mas cumprir”, porque não se podem costurar remendos novos em roupas velhas, ou seja, o que é velho e ultrapassado tem que ficar para trás, porque a lei de Cristo nos livrou da lei do pecado e da morte.

     A nossa liberdade foi conquistada na cruz e não devemos nos submeter ao julgo de escravidão, porque agora somos filhos de Deus e co-herdeiros com Cristo. A lei despertou minhas trevas interiores e me dominou fazendo-me em seguida morrer, ou seja, na ignorância, na alienação e me tornando filho da ira e não filho de Deus. Aquele que é nascido de Deus vive em amor e não em regras humanas e arcaicas; os que são nascidos de Deus receberam alforria, pois foram comprados na cruz e agora estamos diante da graça em novidade de vida, diante dos olhos de quem tudo estar revelado.

     O amor nos faz responsáveis para com o próximo e para com Deus; cientes disto somos livres do todo julgo religioso, de toda tradição, das administrações opressoras dos líderes da religião; somos livres da culpa; somos livres do medo do pecado, pois sabemos que pecar é não amar; somos livres do véu que foi rasgado e livres do manto opressor que outrora nos matou, porque agora o laço quebrou e nós escapamos; somos escravos de Cristo, filhos de Deus, porque convictos deixamos de ser prosélitos da religião ( Crentes, evangélicos, etc), para sermos sacerdotes de Cristo, ministros da reconciliação e mensageiros de uma nova aliança que não foi escrita em tábua concretas, mas escritas nas tábuas do nosso coração. Hoje, somos o que somos, sem nos ocultar, sem fugir de Deus, porque o amor que nos colocou no chão da vida, nos tirando do caminho da mediocridade, desatando as nossas faixas de sepultados, nos livrando de toda roupagem religiosa e pagã, lançou fora todo medo, pois foi Ele que disse: " Eu sou a ressurreição e a vida e quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida".



Grazie, Rafael Lima
Capuava- Goiânia.

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