“E muitos ali creram nele” (Jo 10 42). O evangelho é tão simples que temos muitas dificuldades em aceitá-lo da forma que ele se apresenta a nós. Devido às barganhas da religião somos forçados a acreditar que seguir a Cristo é mergulhar num mar de regras e dogmas, porque somos habituados com toda esta panaceia religiosa achando que estamos fazendo um grande favor a Deus.
“Então eles, deixando logo as redes, seguiram-no”. (Mt 4.20). Vemos nestes trechos à chamada de alguns discípulos, e Cristo ao convidá-los não exigiu nada para que eles o seguissem, a não ser que cressem, porque o evangelho é poder transformador. Como é difícil compreendermos esta palavra, crer. De acordo com a visão religiosa, o crer é levantar a mão numa instituição, aceitando a Jesus; não suporto tal cogitação, porque Cristo nos ensinou a simplicidade, e lugares complexos não lhe cabe, porque Ele é tão pequeno que reside dentro de nós. “O Reino dos céus é semelhante ao grão de mostarda que o homem, pegando nele, semeou no seu campo”; Uma declaração simples e silenciosa, mas poderosa e majestosa.
O nosso grande desafio é aprendermos como Ele nos ensinou, a sermos simples. Ser simples é estar dissociado de mecanismos artificiais que toda religião nos fornece, para termos Cristo embasado em nós. O evangelho nos surpreende, porque somos convidados a vivenciá-lo da forma que somos, porque conversão é trocarmos à nossa vontade pela vontade do Pai. Então, crer que Cristo é o caminho, a verdade e a vida, nos leva a outras atmosferas; à atmosfera da humanização e do amor, propícias a quem nasceu da água e do Espírito. Ora, nascer da água e do Espírito é desfrutar de uma proposta excelente de vida que é superior a tudo que nos é apresentado pela religião.
“Assim também, quando éramos meninos, estávamos reduzidos a servidão debaixo dos primeiros rudimentos do mundo”. (Gl 4.3). O evangelho nos liberta de rudimentos, ritualismo, doutrinas, liturgia, porque tais coisas não nos levam a nada, se não a escravidão, o fortalecimento do pecado que habita em nós. Mas se o filho nos libertar de tudo isso, verdadeiramente seremos livres. Cristo nos convida a bebermos desta água, o pacote de conhecimento e graça, basta crer ou acreditar, não na forma apresentada pela religião, mas acreditar que Deus se humanizou por cada um de nós em amor e que este amor é eterno e imutável; então, devemos crer e somente crer, nada mais que isso, que assim seja amém.
Shalom, Rafael lima
