sábado, 10 de novembro de 2012

Deus, segundo a religião.


    






      







      Digo e afirmo mais uma vez que a religião e toda religiosidade é sinônimo da descrença e psicopatia espiritual. Principalmente aquela religião que na visão de Deus não é sinônimo de pureza. Porque a religião que é pura e imaculada para Deus, o Pai, é aquela que supre a necessidade alheia.

     A imagem de Deus segundo os requisitos construtivos teológicos da religião é um absurdo. Pelas características do deus que a religião descreve há um encaixe perfeito na imagem do diabo. Porque o deus segundo a religião é vingativo, narcisista, escravista, legalista, cheio de regras; é o deus da doutrina que separa grupos, os mais coerentes com a letra teológica. O deus segundo a religião é repleto de éticas moralistas, e, ama implantar leis nos seus adeptos. É um deus prestes a matar aquele que transgride seus dogmas; um deus que por qualquer deslize da pessoa está prestes a lançar no hospital com uma doença incurável aquele que não se suborna. Tais características nada diferem das entidades do mal que exige devoção pelos mesmos objetivos.

     O deus segundo a religião é frio, calculista, cheio de ira; indomável, sensacionalista, um manteiga derretida; um verdadeiro brigão repleto de cólera; um terrorista muçulmano prestes a destruir o mundo se estes não participarem do grupo VIP religioso. Por isso que as músicas dos crentes, na maioria das vezes, são repletas de ódio, vingança, desprezo, pelejas, guerras, etc. Músicas como estas: “ Agora é a tua vez de humilhar”; “ Teus inimigos vão te ver quando ele te exaltar”; “ Vão te aplaudir”; “ Chegou a tua hora”; “ É o dia da vitória”; “ Quem te viu triste vai te ver sorrindo”. Estas são mensagens do deus que cultuam; um deus exigente prestes a consumir com fogo. É um deus que exige trabalho, trabalho, trabalho, em trocas de demandas, favores, valores materiais,  riquezas, etc. É um deus que para satisfazer o ego da pessoa, clama primeiro por devoção; fidelidade partidária e doutrinária. É um deus que exige sacrifícios loucos em troca de migalhas, quinquilharias. A religião reduziu Deus a tudo isso que foi citado neste texto; eis a razão da existência dos ateus que não acreditam no deus segundo a construção religiosa. Porque acreditar em Deus segundo a religião é a aceitação dessas imagens, destas construções humanas, deterministas e encartalhadas sobre Deus.

     Por isso que o evangelho que é Cristo em nós não se encaixa nesses moldes. Porque nos moldes da religião, deus é uma figura patética preso numa coleira sendo direcionado pela vontade dos líderes de tais empresas. Deus humanizado em Cristo é amor, puro amor e compaixão para com todos. Disse Jesus aos seus discípulos: “Quem ver a mim, ver o Pai”. Em Cristo, o mundo foi reconciliado, perdoado e amado, sem méritos para este amor.


Paz e bem,
Rafael Lima.