sábado, 26 de março de 2011

Poder financeiro.



Toda religião se sustenta no dinheiro. A igreja de Cristo é o inverso; sustenta-se no amor. Quem não está habituado a ouvir expressões como esta: O Reino de Deus precisa de dinheiro para progredir aqui na terra. Hoje concluiremos o assunto que iniciamos: O tríplice poder, a ótica satânica. Abordando justamente a questão financeira e o evangelho, nos dias atuais. Vamos quebrar muitos paradigmas no decorrer deste tema.
Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes de graça dai”. Será que muitos que se dizem cristãos, mas são oportunistas e mercantilistas do inferno, estão prontos para ouvir expressões como estas. Se tivesse uma frase que definisse esta situação, seria justamente esta: “Ovelha gera dinheiro; dinheiro gera riqueza; riqueza gera aristocracia; aristocracia cria a religião, que aprisiona o povo com conceitos e regras, direcionando a muitos para outros caminhos extras, que não é o caminho de Cristo. Por que a divulgação do evangelho nos primórdios era tão eficiente? Não precisava de tanta tecnologia para atingir os objetivos designados. Não precisavam de milhões de dólares. A arma secreta deles era a mensagem da cruz. Sobre este pretexto muitos estão se enriquecendo, principalmente líderes que usam o nome de Deus para saquear a casa dos necessitados.

Jesus disse: “Que te parece, Simão? De quem cobram os reis (Pastores, líderes, bispos, apóstolos, etc.), da terra os tributos, ou o censo? Dos seus filhos, ou dos alheios? Disse-lhe Pedro: Dos alheios. Disse-lhe Jesus: Logo, estão livres os filhos. Tais líderes tentam tirar dinheiro de seus subjugados a todo custo, inclusive sobre pretexto de maldição. Tudo está preso ao materialismo, a verdade é esta, incluindo o subjugado e tais líderes. Vamos fornecer o seguinte exemplo: O subjugado ou escravo está passando uma dificuldade financeira, logo se apresenta o pastor com a seguinte indagação: - Você não está dando o dízimo, é por isso que está nesta situação. Agora vos dirijo a seguinte pergunta: Isso é cristianismo?! Ver o irmão passando dificuldade e exigir o imposto. Soube de um caso, que determinada pessoa pegou sua carteira de membro e rasgou na frente do pastor, afirmando que tinha presbíteros passando fome. É lamentável ouvirmos tais situações. Como estas pessoas estarão diante de Deus? Andam no luxo, carro importado, seguranças particulares. Fiquei sabendo de uns que tem mansões com torneiras de ouro; estão nas regalias e os necessitados passando fome. Tem uma musica com a seguinte frase: “Não vamos construir mais templos ricos, deixar crianças morrerem de fome, se preocupar com ouro e granito enquanto o mais próximo não come”. Uma pura verdade.

A graça nos isenta de impostos e regras como requisitos para sermos salvos. A fusão da graça com a lei mosaica gera lucros; a fusão da graça com o conhecimento de Cristo gera serviço. O dízimo, imposto cobrado nas instituições religiosas, liga-se a lei. A contribuição voluntária que visa o próximo está relacionada à graça. Vemos este exemplo no início da igreja. Todas as contribuições visavam suprir a necessidade do próximo. Hoje, o alvo é a famosa tríade: Salário, templos e propriedades; Um contexto muito parecido com a igreja católica da idade medieval. Estes fatores é um grande problema que precisa ser combatido pela cruz de Cristo. A simplicidade do cristianismo foi deixada de lado, porque a religião aprisionou a muitos com o jugo do materialismo. No início, até para escolher líderes, era preciso que estes fossem desprendidos do dinheiro; não cobiçoso. Cristo nos ensinou isto (Mat 10.29-31).


Shalom, Rafael Lima