A síndrome do amor é a loucura. Se houvesse uma palavra específica para caracterizar este sentimento divino seria esta. O amor é à base de todas as coisas, pois tudo sofre e tudo crer, tudo espera e tudo suporta. O amor é vida que circula nas veias; o amor é Cristo, pois não há maior amor do que este, dar a vida pelos seus amigos.
Estamos numa era difícil, Jesus prévia com muita antecedência isto: “E por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos se esfriará de quase todos”. Esta é a era da zumbificação, ou seja, da grande alienação, onde interesses são repartidos a grupos seletos e exclusivistas. Trata-se da hierarquia tirânica que se fossemos descrevê-las as colocaríamos num imenso caldeirão que resultaria nesta síntese: religião, aristocracia, poder e política, os artifícios do inferno. Tudo que nos tira desta realidade, ou seja, do hoje e do agora e nos projeta em outros mundos e dimensões, são valores irracionais e diabólicos. O amor nos coloca no hoje, neste espaço e no agora, porque o amor é o presente; o amor é vida.
O sistema é como uma grande enxurrada que empurra para o precipício, como Jesus disse: “cego guiando cegos”, nada mais que isso. A vida é sem sentido como um sino que bate, quando os princípios deste precipício se engajam com seus valores dentro de nós, pois os valores deste mundo são valores de caca, mar de mentiras e ilusões burocráticas. Os valores do sistema são artificiais e corruptos e quem se apega a este sistema o amor do Pai não está nele, este é o termômetro. Somente o amor nos inunda com a consciência da verdade; o amor nos coloca na realidade tornando a nós mesmos, alguém. Quem recebe e compartilha o santo fermento do amor é sofredor, digno de todos os males, sendo espetáculos de insanidade para este mundo, pois para o sistema amor é esquizofrenia antiquada, pois o obvio e agradável é ultrapassas e concorrências, pondo a todos nesta correria mortal de fama e poder, dominando outros.
Para concluir, lembro de uma cena presente no filme, a famosa fábrica de chocolate, quando um esquilo bate na cabeça de uma pessoa verificando em seguida que está oca; imediatamente a pessoa é direcionada para a lixeira da fábrica. Assim é o Reino, vejamos o que Jesus disse: “Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora...”. Permanecer em Cristo é abraçar a liberdade ressuscitando em novidade de vida que é o amor. É estar livre dos valores deste século e de si mesmo para viver as verdades do evangelho. A religião, os valores deste século, nos oculta detrás de nuvens densas e escuras como nos dias da lei. O amor nos coloca na dimensão da realidade, do convívio com os outros na prática do bem. Somos o que somos para ser o que Cristo nos ensinou, a vivenciarmos esta santa loucura: “O meu mandamento é este, que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei”.
Grazie, Rafael Lima
Capuava, Goiânia.
