“Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais de novo a jugo da escravidão”. (São Paulo). O cristianismo nos isenta de todo fardo, porque a liberdade está em Cristo. O movimento evangélico acatou o gnosticismo com rituais de ascetismo; eis a questão de haver tantas proibições e regras, que são mais bizarras que outras. Os líderes preocupam-se mais em punir do que direcionar o povo a pensar. Toda religião, seja ela cristã ou pagã, procura encarcerar o povo; eis a questão de tanta miserabilidade espiritual (intelectual).
A pior miséria é a alienação mental. Cristo nos libertou de toda espécie de regras; os que procuram ser livres em Cristo repudiam com eficácia o movimento religioso e as instituições que o representa. Como diz a frase do poeta e escritor Castro Alves, “a praça é do povo como o céu é do Condor”. Ser livre é ter a mente de Cristo, desprendida de concepções errôneas e meramente humanas; ser livre é ter a capacidade para escolher crer ou não crer em Deus; e crer em Cristo é começar do zero, uma volta detalhada ao início de tudo.
A religião se coloca no caminho, achando que pode colocar o homem no céu com pretextos e rituais. O cristianismo nos torna leves como penas. Não precisamos de muita coisa, a não ser decidir seguir a Jesus. Cristo afirmou: “Tomai sobre vós o meu jugo...”. O jugo de Cristo é a conseqüência desta liberdade recebida por Ele; tudo é pela graça. Ser livre é não precisar de tutor espiritual. Temos que ter cuidado com o movimento ascético presente nas religiões, exigindo repressão para alcançar a santificação; a boa conduta é gerada pela Palavra de Deus (pedagogia Cristã). Ainda que tentemos nos conectar com o divino com as nossas próprias forças, não alcançaremos tal possibilidade; tudo é pela misericórdia de Deus. Não conseguiremos ser livres, se esta graça não vier de cima; não conseguiremos amar se o amor não for derramado em nossos corações pelo Espírito Santo. O caráter cristão não é uma norma a ser conquistada, mas uma virtude derramada. Temos que ser audaciosos e investigadores, prestes a revelar o legalismo ressuscitado nas instituições que alegam ser cristãs, mas não tem nada com Cristo. Legalismo é a lei mosaica que está sendo levantada nas denominações religiosas; o composto de regras, rituais, dogmas doutrinários, meramente humanos, que procura a justificação do homem em relação a Deus. Como diz a musica: “Posso não, quero não, posso não...”. A obediência, decência, compostura, é um processo natural crescente na vida do cristão que opta amar a Cristo, simplesmente.
À medida que nos inclinarmos para o aprendizado de Cristo Jesus, envolvendo muito raciocínio e perseverança, nos tornaremos livres da religiosidade e até de nós mesmos. Todo sistema religioso escraviza com dogmas e doutrinas e até as inclinações humanistas; e quando há uma relação entre religião e antropocentrismo, é gerado a libertinagem que é o engessamento do caráter gerado pelo Espírito. A pessoa que está engessada, também se encontra com a mente cauterizada, por isso procura se abastecer com o sensacionalismo. “E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes”. (São Paulo, aos romanos).
A religião se apresenta com uma solução, interferindo na liberdade cristã com regras e pretextos, exigindo obediência; e quanto mais tal obediência é exigida o problema continua sendo gerado com força total. Além de procurar tirar a liberdade do ser humano, violam sua capacidade de pensar e transforma a pessoa num corpo sem vida. Eis a frase: “Penso, logo existo”. Não conseguiremos serem pessoas de bem se estes princípios não forem gerados em nós pela Palavra da Verdade que é Cristo. Há em nós uma semente do mal, por isso que São Paulo disse: “Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço”.
Senhores e senhoras que lêem estes escritos, se a nossa liberdade estiver embasada em Cristo e não nos princípios teológicos medievais, que englobam a penitência, sacrifícios, indulgências, etc. E não precisarmos de nem uma religião ou instituição para nos guiar a não ser Cristo, podemos com certeza afirmar que somos livres à medida que nos desligarmos de toda esta panacéia, ciente de que todo sistema se incomodará com a nossa liberdade, porque a liberdade cristã causa vertigem.
Shalom, Rafael Lima

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