domingo, 27 de novembro de 2011

Discípulo do Caminho.












Discípulo do Caminho é filho
Discípulo do caminho é amigo
Discípulo do caminho é irmão
Discípulo do caminho não é prosélito de religião
Pois nasce da graça e do perdão
Vivendo a paz com todos sem distinção.

Discípulo do caminho é agora perdoado
Que perdoando...
Amigo do caminho é para amar
Pois quem ama: é nascido de Deus e o conhece
Pois tudo nesta vida tem que desaguar neste caminhar.

Discípulo do caminho anda por fé,
E pela fé vive Cristo,
Pois filho de Abraão ele é,
Pois este creu, mesmo sem saber,
Vivendo e crendo N’ele
Andando após Ele
Para agradar a Ele.

Discípulo do Caminho
É tabernáculo andante de Deus,
Ministro andante do Reino da paz;
Ministro andante de graça transbordante
E reconciliante que testemunhando...
Reconciliam muitos a testemunhar sem papagaiar
Que a mensagem do evangelho que salva e liberta:
É amar, amar e amar.

( Rafael Lima) 

O amor que salva.

     




     







     

       A mensagem do evangelho que salva e liberta, Cristo nos ensinou: “O meu mandamento é este, que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei”. O amor nos liberta e nos ressuscita para uma nova vida em Cristo; o amor nos faz enxergar além dos limites impostos pelo sistema social, pelos valores culturais distorcidos do planeta.

     Quando mortos estávamos e guiados por tutores andávamos, achávamos então que serviços religiosos nos traziam salvação, até porque salvação para nós era se livrar do inferno e chegar tranqüilo no paraíso; aquela antiga fobia religiosa que se espalhou pela idade média, o medo do purgatório, o espiritismo futurista que catapulta para outra vida. Hoje, num contexto parecido, vive-se a lógica do medo, um grande resultado para o ganho de dinheiro, assim como os antigos que lucravam em cima disto. São curiosidades humanas e preocupações fúteis com o futuro, com o amanhã, quando Jesus nos ensinou: “Não vos preocupeis com o dia do amanhã, basta a cada dia o seu mal”. Há um trecho de uma música do grupo Vencedores por Cristo que diz: “ Entrego a Ele o meu futuro, eu sei que estou seguro nas promessas do meu Deus”.  E, neste ínterim, aprendemos mais uma vez com os discípulos de Cristo quando movidos por tais curiosidades perguntaram a Jesus: “Então os que estavam reunidos lhe perguntaram: Senhor será este o tempo em que restaures o reino de Israel?”.  Colocando-os no chão da vida Jesus respondeu: “Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou para sua exclusiva autoridade”.

     A salvação começa no agora, o depois pertence a Deus. Salvação é discordarmos dos valores que este século nos impõe que conspiram contra o amor do Pai. Estar escrito na epístola aos romanos: “e não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. Salvação é preservarmos uma consciência pura das contaminações deste mundo praticando o que Cristo nos ensinou. É mantermos a nossa fé, porque esta é a vitória que vence o mundo, em meio às turbulências, a insignificância dos valores simples desta vida. A salvação é negligenciarmos “o deus deste século que cegou o entendimento de muitos”. Salvação é nadarmos contra a maré, nutridos de esperança e confiança em Deus. Salvação é mantermos dentro de nós a chama do Espírito acesa prestes e de prontidão para resplandecer lá no meio das trevas, e lá no meio mesmo.

     Portanto, amigos e amigas, gente boa de Deus! “Que possamos calçar os nossos pés com a preparação do evangelho da paz”, porque livres agora estamos para levar liberdade aos cativos, pregar boas-novas aos quebrantados e por em liberdade os algemados, porque o Espírito do Senhor que derramou amor nos nossos corações está sobre nós, e livres agora estamos, para juntos compartilharmos esta liberdade, mudando a ótica das coisas, com esperança, amor e perdão, porque esta é a vontade de Deus, gerar discípulos no seu nome, propagando a mensagem do Reino de paz, justiça e alegria no Espírito Santo, porque o amor salva.


Rafael Lima
Capuava -Goiânia.

domingo, 16 de outubro de 2011

O manto da lei.

     








     








     

     

     O evangelho nos torna seres humanos e transparentes, pondo as nossas imperfeições visíveis aos olhos de todos, porque nada que esteja oculto permanecerá oculto, de uma forma ou de outra será revelado. A lei ocultava o pecado: “BEM-AVENTURADO aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto”. Com a graça o pecado já é visível quando se manifesta no coração: “Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias”.

     A lei que serviu de tutor para desaguar em Cristo, não aniquilou o pecado, porque este tomando ocasião pela lei se multiplicou fazendo morrer o transgressor, porque a lei, ou seja, as normas religiosas apontaram e catalogaram o pecado, e tais proibições fizeram o desejo de transgredir multiplicar-se. Então, o que era bom, tornou-se em seguida prejudicial porque ocultava o pecado e este se fortalecia dentro da pessoa. Com Cristo, toda espécie de regras, doutrinas humanas, tutores, ficaram na cruz; por isso, disse Jesus: “Não vim ab-rogar a lei, mas cumprir”, porque não se podem costurar remendos novos em roupas velhas, ou seja, o que é velho e ultrapassado tem que ficar para trás, porque a lei de Cristo nos livrou da lei do pecado e da morte.

     A nossa liberdade foi conquistada na cruz e não devemos nos submeter ao julgo de escravidão, porque agora somos filhos de Deus e co-herdeiros com Cristo. A lei despertou minhas trevas interiores e me dominou fazendo-me em seguida morrer, ou seja, na ignorância, na alienação e me tornando filho da ira e não filho de Deus. Aquele que é nascido de Deus vive em amor e não em regras humanas e arcaicas; os que são nascidos de Deus receberam alforria, pois foram comprados na cruz e agora estamos diante da graça em novidade de vida, diante dos olhos de quem tudo estar revelado.

     O amor nos faz responsáveis para com o próximo e para com Deus; cientes disto somos livres do todo julgo religioso, de toda tradição, das administrações opressoras dos líderes da religião; somos livres da culpa; somos livres do medo do pecado, pois sabemos que pecar é não amar; somos livres do véu que foi rasgado e livres do manto opressor que outrora nos matou, porque agora o laço quebrou e nós escapamos; somos escravos de Cristo, filhos de Deus, porque convictos deixamos de ser prosélitos da religião ( Crentes, evangélicos, etc), para sermos sacerdotes de Cristo, ministros da reconciliação e mensageiros de uma nova aliança que não foi escrita em tábua concretas, mas escritas nas tábuas do nosso coração. Hoje, somos o que somos, sem nos ocultar, sem fugir de Deus, porque o amor que nos colocou no chão da vida, nos tirando do caminho da mediocridade, desatando as nossas faixas de sepultados, nos livrando de toda roupagem religiosa e pagã, lançou fora todo medo, pois foi Ele que disse: " Eu sou a ressurreição e a vida e quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida".



Grazie, Rafael Lima
Capuava- Goiânia.

sábado, 24 de setembro de 2011

Pecar é não amar.

     


     








     
     “O Deus que vivifica os mortos e chama a existência às cousas que não existem”. O amor é vida e esta vida é Cristo; “Eu sou o Caminho, a verdade e a vida e quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida”. Todas as coisas, visíveis e invisíveis são por Ele e para Ele.

     Quem ama é nascido de Deus e conhece a Deus porque Deus é amor. Ele nos amou e nos ressuscitou dos mortos com Cristo, porque antes estávamos atolados no pântano do pecado, ou seja, estávamos mortos porque o amor não circulava em nós, de modo que vegetávamos nas regras da religião, leis, ordenanças. Mas, Deus provou o seu amor para conosco quando Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. O que vemos é uma grande manifestação atômica do amor de Deus, tragando para si povos, tribos, línguas e nações.

     Os mandamentos que apontaram o pecado, ou seja, a lei das obras mortas foi diluído em Cristo, prevalecendo o mandamento do amor. O amor é à base de sustentação para todas as coisas e quem ama vive. Vivemos numa época sombria, onde o que permeia são conceitos diabólicos e animais, onde Jesus disse: “E por se multiplicar a iniqüidade o amor se esfriaria”. Só o amor é capaz de transparecer quem somos nos acordando para uma nova vida. O amor nos liberta dos conceitos tirânicos de nossa vontade para vivermos a vontade de Deus, e a vontade do Pai é esta: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.

     “O que adianta ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma”. Perder a consciência do evangelho, os santos impulsos do Espírito Santo nos direcionando para amar, porque o amor de Deus foi derramado em nós. O que adianta viver uma vida repleta de jactância humana, mas longe da vida eterna que está em Cristo que é o amor que vivifica nossas almas.

     Meus queridos amigos, neste período de densas trevas, o único recurso que resta é: “Perseverar para ganhar às nossas almas”, vivendo o amor, assim como Ele nos amou. Porque pecar não é transgredir inúmeras regras, tradições religiosas ou doutrinas das igrejas evangélicas. Pecar é não amar, porque aquele que ama cumpriu todo mandamento, porque já ressuscitou com Cristo para uma nova vida. O amor é loucura na visão alienada deste mundo; mas que esta loucura seja a sabedoria real e absoluta de Deus manifestando-se gradualmente em nós, porque para Ele morremos, ressuscitamos, e por meio dele viveremos; porque Ele nos vivificou dos mortos, nos chamando a existência porque não existíamos. Graças a Ele por isso.



Grazie, Rafael Lima
Goiânia, Brasil.

sábado, 3 de setembro de 2011

Comentário do evangelho segundo João.


* Primeiro capítulo.


     “Eu sou o Alfa e o ômega, o principio e o fim. Eu, a quem tem sede darei de graça da fonte da água da vida”. (Ap 21. 6).

    No primeiro capítulo do evangelho segundo João, vemos a centralização de todas as coisas em Cristo, principalmente quando a palavra princípio é esboçada. Vejamos uma expressão: “Tudo foi criado por meio dele e para Ele”. (Cl 1.16c). Cristo é o referencial de todas as coisas. Essas expressões foram escritas por João com a finalidade de anular a influência mosaica nas pessoas que formavam à igreja. Sendo Cristo o principio de tudo, ou seja, a pedra fundamental desta construção, toda fonte de controvérsia será dissipada por esta verdade que ilumina a todos; porque Ele e por Ele são feitas todas as coisas, e Ele é a Luz. Todo o evangelho de João resumiu-se na centralidade de Cristo.

     Logo em seguida, o testemunho é promulgado por João, o batista, a respeito dessa Luz que veio resplandecer entre os homens. Todo aquele que crer nesta luz é transformado e convocado a viver a nova proposta de vida do evangelho. Neste capítulo presenciamos três palavras chaves que é a síntese de Cristo, vejamos: verbo, princípio e luz. No principio era o verbo, o verbo era Deus, a luz dos homens, ou seja, esperança, esclarecimento. O verbo se encarnou e todo aquele que crer em tais palavras não será confundido. “Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens”. (Tt 2.11)

Graça,Rafael Lima.

sábado, 30 de julho de 2011

Sintomas do amor.





    







      A síndrome do amor é a loucura. Se houvesse uma palavra específica para caracterizar este sentimento divino seria esta. O amor é à base de todas as coisas, pois tudo sofre e tudo crer, tudo espera e tudo suporta. O amor é vida que circula nas veias; o amor é Cristo, pois não há maior amor do que este, dar a vida pelos seus amigos.

      Estamos numa era difícil, Jesus prévia com muita antecedência isto: “E por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos se esfriará de quase todos”.  Esta é a era da zumbificação, ou seja, da grande alienação, onde interesses são repartidos a grupos seletos e exclusivistas. Trata-se da hierarquia tirânica que se fossemos descrevê-las as colocaríamos num imenso caldeirão que resultaria nesta síntese: religião, aristocracia, poder e política, os artifícios do inferno. Tudo que nos tira desta realidade, ou seja, do hoje e do agora e nos projeta em outros mundos e dimensões, são valores irracionais e diabólicos. O amor nos coloca no hoje, neste espaço e no agora, porque o amor é o presente; o amor é vida.

     O sistema é como uma grande enxurrada que empurra para o precipício, como Jesus disse: “cego guiando cegos”, nada mais que isso. A vida é sem sentido como um sino que bate, quando os princípios deste precipício se engajam com seus valores dentro de nós, pois os valores deste mundo são valores de caca, mar de mentiras e ilusões burocráticas. Os valores do sistema são artificiais e corruptos e quem se apega a este sistema o amor do Pai não está nele, este é o termômetro. Somente o amor nos inunda com a consciência da verdade; o amor nos coloca na realidade tornando a nós mesmos, alguém. Quem recebe e compartilha o santo fermento do amor é sofredor, digno de todos os males, sendo espetáculos de insanidade para este mundo, pois para o sistema amor é esquizofrenia antiquada, pois o obvio e agradável é ultrapassas e concorrências, pondo a todos nesta correria mortal de fama e poder, dominando outros.

      Para concluir, lembro de uma cena presente no filme, a famosa fábrica de chocolate, quando um esquilo bate na cabeça de uma pessoa verificando em seguida que está oca; imediatamente a pessoa é direcionada para a lixeira da fábrica. Assim é o Reino, vejamos o que Jesus disse: “Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora...”. Permanecer em Cristo é abraçar a liberdade ressuscitando em novidade de vida que é o amor. É estar livre dos valores deste século e de si mesmo para viver as verdades do evangelho. A religião, os valores deste século, nos oculta detrás de nuvens densas e escuras como nos dias da lei. O amor nos coloca na dimensão da realidade, do convívio com os outros na prática do bem. Somos o que somos para ser o que Cristo nos ensinou, a vivenciarmos esta santa loucura: “O meu mandamento é este, que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei”.


Grazie, Rafael Lima
Capuava, Goiânia.

sábado, 16 de julho de 2011

Tanque versus fonte.







     

     
        “... Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque, quando a água é agitada; pois enquanto eu vou, desce outro antes de mim”.  “... Quem beber desta água tornará a ter sede; aquele, porém, que beber da água que eu lhe der, nunca mais terá sede...”. De modo que tanque é toda espécie de subterfúgios que não levam a nada; a fonte é eterna que traz vida para os que creem no seu nome.

      A história narra à vida de um homem à beira de um tanque. Este tanque era milagroso, pois todos os enfermos se direcionavam para lá aguardando o mover das águas. Estes enfermos dependiam de um feito sobrenatural para serem novamente humanos e terem suas vidas restituídas. O tanque funcionava como uma loteria porque só alcançava alguns e os que se esforçavam para chegar em primeiro lugar, uma tipificação da lei; esforço próprio, obras mortas e até anjos.  A lei foi dada a Moisés por anjos, Cristo é superior aos anjos, “... E todos os anjos de Deus o adorem...”. Todos os mecanismos religiosos estavam associados e concretizados neste tanque onde os moldes capitalistas estavam sendo muito bem representados. A religião e todos os seus aparatos anulam as expressões da graça e do multiforme amor do Pai celestial, pois a religião trabalha fazendo seleção e exclusão, mas a graça inclui, “primeiro os doentes”; “ os publicanos e meretrizes vos precedem no Reino dos céus”. A religião tira dos que não tem para dar aos ídolos de plantão, às figuras do palco.

      Cristo é a fonte infinita que leva à vida eterna; o tanque não leva à nada, depende de figuras presenciadas e pretextos mosaicos para funcionar. Esta fonte que leva à vida eterna reformula à nossa vida para amar. Esta fonte nos humaniza para servir, “porque de graça recebemos e de graça devemos dar”. Quem bebe desta fonte deixa de serem os primeiros para serem os últimos; quem bebe desta água não se subjuga a esta loteria de manipulações mecanicistas de alguns, em detrimento de outros; quem bebe desta fonte é realizado e completo, saciado em amor.

      “Quem crê em mim, como diz a escritura, rios de água viva correrão do seu ventre”. “Se tu soubesses quem é o que te diz dá-me de beber, tu lhe pedirias e Ele te daria água viva”. O que faço para encontrar Cristo? Quem segue a Cristo faz o que Ele manda, e o que Ele manda é amar sem distinção. Este amor é a fonte da vida.

Grazie, Rafael Lima.