sábado, 30 de julho de 2011

Sintomas do amor.





    







      A síndrome do amor é a loucura. Se houvesse uma palavra específica para caracterizar este sentimento divino seria esta. O amor é à base de todas as coisas, pois tudo sofre e tudo crer, tudo espera e tudo suporta. O amor é vida que circula nas veias; o amor é Cristo, pois não há maior amor do que este, dar a vida pelos seus amigos.

      Estamos numa era difícil, Jesus prévia com muita antecedência isto: “E por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos se esfriará de quase todos”.  Esta é a era da zumbificação, ou seja, da grande alienação, onde interesses são repartidos a grupos seletos e exclusivistas. Trata-se da hierarquia tirânica que se fossemos descrevê-las as colocaríamos num imenso caldeirão que resultaria nesta síntese: religião, aristocracia, poder e política, os artifícios do inferno. Tudo que nos tira desta realidade, ou seja, do hoje e do agora e nos projeta em outros mundos e dimensões, são valores irracionais e diabólicos. O amor nos coloca no hoje, neste espaço e no agora, porque o amor é o presente; o amor é vida.

     O sistema é como uma grande enxurrada que empurra para o precipício, como Jesus disse: “cego guiando cegos”, nada mais que isso. A vida é sem sentido como um sino que bate, quando os princípios deste precipício se engajam com seus valores dentro de nós, pois os valores deste mundo são valores de caca, mar de mentiras e ilusões burocráticas. Os valores do sistema são artificiais e corruptos e quem se apega a este sistema o amor do Pai não está nele, este é o termômetro. Somente o amor nos inunda com a consciência da verdade; o amor nos coloca na realidade tornando a nós mesmos, alguém. Quem recebe e compartilha o santo fermento do amor é sofredor, digno de todos os males, sendo espetáculos de insanidade para este mundo, pois para o sistema amor é esquizofrenia antiquada, pois o obvio e agradável é ultrapassas e concorrências, pondo a todos nesta correria mortal de fama e poder, dominando outros.

      Para concluir, lembro de uma cena presente no filme, a famosa fábrica de chocolate, quando um esquilo bate na cabeça de uma pessoa verificando em seguida que está oca; imediatamente a pessoa é direcionada para a lixeira da fábrica. Assim é o Reino, vejamos o que Jesus disse: “Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora...”. Permanecer em Cristo é abraçar a liberdade ressuscitando em novidade de vida que é o amor. É estar livre dos valores deste século e de si mesmo para viver as verdades do evangelho. A religião, os valores deste século, nos oculta detrás de nuvens densas e escuras como nos dias da lei. O amor nos coloca na dimensão da realidade, do convívio com os outros na prática do bem. Somos o que somos para ser o que Cristo nos ensinou, a vivenciarmos esta santa loucura: “O meu mandamento é este, que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei”.


Grazie, Rafael Lima
Capuava, Goiânia.

sábado, 16 de julho de 2011

Tanque versus fonte.







     

     
        “... Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque, quando a água é agitada; pois enquanto eu vou, desce outro antes de mim”.  “... Quem beber desta água tornará a ter sede; aquele, porém, que beber da água que eu lhe der, nunca mais terá sede...”. De modo que tanque é toda espécie de subterfúgios que não levam a nada; a fonte é eterna que traz vida para os que creem no seu nome.

      A história narra à vida de um homem à beira de um tanque. Este tanque era milagroso, pois todos os enfermos se direcionavam para lá aguardando o mover das águas. Estes enfermos dependiam de um feito sobrenatural para serem novamente humanos e terem suas vidas restituídas. O tanque funcionava como uma loteria porque só alcançava alguns e os que se esforçavam para chegar em primeiro lugar, uma tipificação da lei; esforço próprio, obras mortas e até anjos.  A lei foi dada a Moisés por anjos, Cristo é superior aos anjos, “... E todos os anjos de Deus o adorem...”. Todos os mecanismos religiosos estavam associados e concretizados neste tanque onde os moldes capitalistas estavam sendo muito bem representados. A religião e todos os seus aparatos anulam as expressões da graça e do multiforme amor do Pai celestial, pois a religião trabalha fazendo seleção e exclusão, mas a graça inclui, “primeiro os doentes”; “ os publicanos e meretrizes vos precedem no Reino dos céus”. A religião tira dos que não tem para dar aos ídolos de plantão, às figuras do palco.

      Cristo é a fonte infinita que leva à vida eterna; o tanque não leva à nada, depende de figuras presenciadas e pretextos mosaicos para funcionar. Esta fonte que leva à vida eterna reformula à nossa vida para amar. Esta fonte nos humaniza para servir, “porque de graça recebemos e de graça devemos dar”. Quem bebe desta fonte deixa de serem os primeiros para serem os últimos; quem bebe desta água não se subjuga a esta loteria de manipulações mecanicistas de alguns, em detrimento de outros; quem bebe desta fonte é realizado e completo, saciado em amor.

      “Quem crê em mim, como diz a escritura, rios de água viva correrão do seu ventre”. “Se tu soubesses quem é o que te diz dá-me de beber, tu lhe pedirias e Ele te daria água viva”. O que faço para encontrar Cristo? Quem segue a Cristo faz o que Ele manda, e o que Ele manda é amar sem distinção. Este amor é a fonte da vida.

Grazie, Rafael Lima.

sábado, 2 de julho de 2011

Via ou Caminho?

    













     Estas dúvidas nascem e renascem dentro de nós: Cristo ou Barrabás?  No caminho ou fora dele? Se olharmos a vida na ótica reflexiva, contemplaremos fenômenos diferentes e seremos nocauteados por inúmeras perguntas e inúmeras dúvidas; por isso existem às religiões. As religiões fornecem respostas a todas as perguntas geradas pela mente humana, mas não conseguem satisfazê-las com as suas repostas.

       Que caminho seguir se há inúmeros caminhos. No trajeto desta vida detectamos tantas respostas para tais perguntas, e o problema fica mais complexo quando a religião resolve tomar para si esta importância, manipulando e fantasiando as férteis imaginações e anseios da humanidade. Neste trajeto tudo que é lixo religioso teológico completam os furos dessa bandeira repleta de retalhos. Como Jesus disse: “Correm em busca de prosélitos, para torná-los mil vezes filhos do inferno”. Mas que caminho seguir realmente?

     O caminho que é Cristo segue o inverso desta via que é a religião. De acordo com o dicionário Aurélio, via significa inúmeros pretextos que apontam o caminho, mas não é o Caminho. Jesus afirmou que é o Caminho, e este Caminho é associado à verdade.  Portanto, a verdade é Cristo e quem estiver fundamentado nesta verdade automaticamente está neste Caminho. A religião é nada mais nada menos que uma pequena via que tenta costurar o Caminho da graça e do amor que é Cristo. Para participar e adentrar nesta associação que é uma via, basta levantar as mãos e aceitar a Jesus; mas, no Caminho é diferente, porque quem nos escolhe para frutificar é Jesus Cristo, sem precisar bater o ponto numa instituição religiosa.

     Então, quais as opções que procuramos seguir? Via ou Caminho? Cristo ou Barrabás (religião que assalta, mata e destrói)? A igreja evangélica ou ser uma igreja?  O evangelho ou pretextos que apontam o evangelho? O caminho da graça ou o caminho da graxa? O caminho do discípulo ou o caminho do prosélito? A graça ou a desgraça? O ódio ou o amor? Você é livre para escolher ser livre, o Caminho dissociado da religião é Cristo.


Shalom, Rafael Lima
No caminho...

sábado, 25 de junho de 2011

Simplesmente crer.











     
     “E muitos ali creram nele” (Jo 10 42). O evangelho é tão simples que temos muitas dificuldades em aceitá-lo da forma que ele se apresenta a nós. Devido às barganhas da religião somos forçados a acreditar que seguir a Cristo é mergulhar num mar de regras e dogmas, porque somos habituados com toda esta panaceia religiosa achando que estamos fazendo um grande favor a Deus.

     “Então eles, deixando logo as redes, seguiram-no”. (Mt 4.20). Vemos nestes trechos à chamada de alguns discípulos, e Cristo ao convidá-los não exigiu nada para que eles o seguissem, a não ser que cressem, porque o evangelho é poder transformador. Como é difícil compreendermos esta palavra, crer. De acordo com a visão religiosa, o crer é levantar a mão numa instituição, aceitando a Jesus; não suporto tal cogitação, porque Cristo nos ensinou a simplicidade, e lugares complexos não lhe cabe, porque Ele é tão pequeno que reside dentro de nós. “O Reino dos céus é semelhante ao grão de mostarda que o homem, pegando nele, semeou no seu campo”; Uma declaração simples e silenciosa, mas poderosa e majestosa.

     O nosso grande desafio é aprendermos como Ele nos ensinou, a sermos simples. Ser simples é estar dissociado de mecanismos artificiais que toda religião nos fornece, para termos Cristo embasado em nós. O evangelho nos surpreende, porque somos convidados a vivenciá-lo da forma que somos, porque conversão é trocarmos à nossa vontade pela vontade do Pai. Então, crer que Cristo é o caminho, a verdade e a vida, nos leva a outras atmosferas; à atmosfera da humanização e do amor, propícias a quem nasceu da água e do Espírito. Ora, nascer da água e do Espírito é desfrutar de uma proposta excelente de vida que é superior a tudo que nos é apresentado pela religião.

     “Assim também, quando éramos meninos, estávamos reduzidos a servidão debaixo dos primeiros rudimentos do mundo”. (Gl 4.3). O evangelho nos liberta de rudimentos, ritualismo, doutrinas, liturgia, porque tais coisas não nos levam a nada, se não a escravidão, o fortalecimento do pecado que habita em nós. Mas se o filho nos libertar de tudo isso, verdadeiramente seremos livres.  Cristo nos convida a bebermos desta água, o pacote de conhecimento e graça, basta crer ou acreditar, não na forma apresentada pela religião, mas acreditar que Deus se humanizou por cada um de nós em amor e que este amor é eterno e imutável; então, devemos crer e somente crer, nada mais que isso, que assim seja amém.


Shalom, Rafael lima

sábado, 4 de junho de 2011

Movendo a máquina.










     
    
     O poder da religião é estarrecedor. Defino a religião como uma grande empresa repleta de fetiches e de caprichosa organização; embasada numa forte ideologia que segue devidos fins em busca do propósito comum que se atrela ao lucro e poder.

    A religião que é uma empresa de assistência que funciona como uma imensa peça de quebra cabeça, prestes a satisfazer os anseios e dúvidas de pessoas que são influenciadas pela tradição. Para esta  empresa seguir seus conceitos com sucesso precisa de máquinas, engrenagens, funcionários adestrados, gerenciamento qualificado, uma ideologia que mova o espírito de todos e muito investimento feitos por acionistas.

     Para chegarmos a uma definição óbvia precisamos entender a força desse sistema, e para isso vamos recorrer na fonte, para termos uma explicação exata. Qual o significado da palavra sistema? De acordo com o dicionário Aurélio, significa dentre muitos resultados, “Disposição das partes ou dos elementos de um todo, coordenados entre si, e que formam estrutura organizada”. Logo, sabemos que tais conceitos se completam muito bem com toda religião que representa esta grande máquina.

     Os elementos que se aglomeram a esta grande empresa foram citados, vejamos quais: Maquinários, engrenagens, funcionários adestrados, gerenciamento eficaz, uma ideologia e investimento maciço. Os imensos maquinários associados com engrenagens são os meios pelos quais o sucesso é alcançado, ou seja, são pessoas dotadas de talentos especiais representando tais máquinas, tendo em mãos o poder atrativo para reunir pessoas num mesmo lugar resultando em somas avultadas de lucro, ou seja, são cantores, pregadores, etc., se alimentando da energia que é o palco, o combustível do sistema. Os funcionários encarregam-se de associarem-se uns com os outros, sendo que todos estão mergulhados neste sofisma, recebendo o produto fabricado por tais máquinas, todos mergulhados nesta forte ideologia que movimenta toda indústria. Já os gerentes estão encarregados de supervisionar tais funcionários e o maquinário desta empresa da fé; estes gerentes representam a hierarquia do sistema religioso; destes sai-se bajuladores e líderes de instituições religiosas, que se firmam numa visão e interesse de um grande líder que é o referencial, a mente do sistema. Todos procuram se espelhar neste líder, o responsável e mediador entre um deus e a terra. Tais líderes, o sumo empresário, pode ser um pontífice, sumo pastor, semideus, bispo das almas, pastor presidente, profeta, apóstolo, pai apóstolos, etc., estes que estão inseridos na gerência são responsáveis por observar todos os funcionários para não haver desvio de conduta ocasionando grandes prejuízos ao líder supremo, a mente do sistema, o cabeça deste corpo; são conhecidos como profetas, sonhadores, prognosticadores, santos médios e videntes, reveladores e até voz de Deus. Tais empresários que são as mentes desse sistema, sempre estão à procura de ótimos investimentos para montar estas empresas da fé e fomentar quantidades exorbitantes de lucros, porque são ótimos empreendedores. Associam-se e recebem investimento de políticos, para eles ótimos amigos porque adiantam fundos e documentações, e também acionistas, que são pessoas de discernimento de mercado; estes contribuem com a quota de 10% recebendo investimentos e passes espirituais para progredir em seus negócios; geralmente tais acionistas são granjeados pela quantidade de investimento, sendo que quanto mais for a quota, mais afamado será, podendo até herdar uma cadeira no Reino.

     Assim a máquina vai funcionando: tirando e matando; alimentando sonhos, currículos, nutrindo ideais e esperanças. Crescendo na fama e reconhecimento diante dos homens e não em Deus. Formando egoístas, mercantilistas e negociadores de produtos sacros; tirando de muitos para dar a poucos; levantando prosélitos para torná-los mil vezes filhos do inferno. Sugando, chupando a seiva da motivação e os valores dos seres humanos; tornando pessoas sem vida, sem humanidade; criando mortos sem alma, sem espírito; ressuscitando do inferno Zumbis e vampiros, prestes a devorar mais alguém, que assim seja amém!


Shalom, Rafael Lima


sábado, 28 de maio de 2011

Pressão satânica.

        









          Olá, graça e paz. Em razão da obscuridade e da pressão satânica sobre cristãos genuínos, quero dar continuidade ao tema que abordei: A proteção da mente. Estamos vivendo tempos difíceis e no meio de grandes pressões ideológicas infernais, e se não acatarmos os ensinamentos de Cristo, buscando conhecê-lo a cada dia, seremos sucumbidos pela maré de conceitos e valores que parecem singelos, mas são satânicos. Precisei ler alguns assuntos para trazer esta complicada exposição. Na temática passada abordei o contexto histórico de toda manifestação. Hoje, quero concentrar nos detalhes que isolam e apontam o legalismo, catolicismo e espiritismo em todas as religiões, sendo na maior parte concentrada no movimento evangeliquês. Sinto-me responsável por grandiosa informação, e vejo pessoas cegas e apáticas aos problemas que rondam, sendo perniciosos ao evangelho de Cristo. Sou encarregado de orientá-los.

          Quando Cristo foi tentado pelo diabo, foi vitorioso porque sua vida estava embasada nesta frase: “Seja feita a tua vontade”. Quando esta frase se inverte, o reflexo desta catástrofe é diverso, e o principal é a ausência de Cristo. Aprendemos nos tópicos anteriores que quando Cristo está ausente, procuramos preencher esta ausência com diversos fatores, inclusive a religião. Atrelado a religião está o legalismo, teologia medieval e os conceitos espíritas, simples assim. Eis a razão de tanta barganha espiritual, e não é de se impressionar em vermos líderes evangélicos que adoram a Satanás. Toda conseqüência está centrada no antropocentrismo, sendo a minha vontade primordial em vez da vontade de Cristo.

          Comentei a origem do misticismo, mas foi preciso analisar os fatos biográficos do maior satanista de todos os tempos, o conhecido Aleister Crowley; especializado em misticismo e tantas outras coisas, além de ser criador de vários símbolos satânicos. Foi o principal criador da magia branca e também magia negra. A magia branca se atrela sigilosamente a teologia espírita gospel, pois a magia branca é conhecida como magia do bem. Aleister Crowley divulgou teorias antropocentristas, o seja feita a minha vontade, comparando o homem e a mulher como estrelas. Seus conceitos foram tão influenciadores que contaminaram e ainda contaminam pessoas e religiões, inclusive a evangélica; quem não conhece a história da subida do palco. Grandes músicos, políticos e intelectuais acataram os conceitos de Aleiste Crowley como referencial. Em relação aos conceitos espíritas vemos que nada escapa a realidade; há cultos e reuniões místicas onde a ênfase recai no êxtase espiritual, o sentir. Se compararmos os cultos e reuniões afros, constataremos tais influências; um verdadeiro sincretismo religioso. O Espírito Santo não se dissocia da Palavra que é Cristo. Já que a ênfase está no êxtase, então vale tomar o chá que é distribuído na religião conhecida como Santo Dai.

          Porque não comentar sobre o legalismo que fortalece a tradição. As igrejas da galácia estavam voltando ao legalismo judaico e por isso foram severamente orientadas por Paulo. A lei se distancia de Deus, já a graça nos aproxima reconhecendo-nos como filhos. A lei se expressa no Antigo testamento, enquanto a graça no novo. A lei não serve como fonte doutrinária para os dias atuais, mas os ensinos de Cristo são mais que válidos. A lei exige obediência; a graça gera obediência. A lei exige o amor; a graça gera este amor.

            A teologia medieval está mais fortalecida do que antes, só que de uma forma sutil. Toda mistificação vem atrelada e enraizada nas colunas da religião; há uma crise de confiança. A tradição sempre foi fortalecida e Cristo sempre as desmanchou sem nenhuma compaixão. Quem não já viu tais expressões: “zelosos pela vossa tradição”. A religião se estrutura em rituais, conceitos, tradição, não significando nada para Deus; e para nos livrarmos de toda esta panacéia precisamos ser livres, e esta liberdade está em Cristo. Talvez você me interrogue: - A religião traz enormes benefícios para a sociedade. Respondo em seguida: - exatamente. Mas esta água não consegue penetrar a pedra.
          
          Concluo esta publicação exortando-os a todos que por curiosidade e interesse leram esta temática, que abram os vossos olhos antes que seja tarde demais. Agradeço desde já as pessoas que acessam este blog nos EUA, Canadá, Alemanha, etc. Não as conheço mais peço que o Pai celestial os proteja, amém.

Graça,
Rafael Lima.

sábado, 21 de maio de 2011

A proteção da mente.

           











         Nesta temática, abordarei diversos fatores que englobam a mistificação do evangelho dividida em duas publicações bem detalhadas. Tais problemas são perniciosos, e ainda circundam a mente de muitos desde os primórdios da influência da teologia católica medieval. Estas características se evidenciam em comportamentos que estão ligados ao legalismo mosaico, espiritismo e catolicismo. Por isso, precisamos mergulhar de corpo e alma nos ensinamentos bíblicos cristocêntricos para nos livrar de toda espécie de males que tentam dominar as nossas mentes, e que já dominaram as lideranças das instituições religiosas evangélicas.

            Quero abrir este parágrafo abordando o contexto histórico bíblico do misticismo que está presente nas instituições religiosas dos dias atuais; tudo tem uma origem e explicação. Se olharmos e regressarmos aos tempos passados, veremos a origem de todo problema místico no Jardim do Éden, como se fosse uma bactéria que com o decorrer do tempo vai se fortalecendo. Vemos, claramente, o distanciamento do homem em relação a Deus, o Pai supremo de todas as coisas. Os conceitos antropocentristas ganham força com a atitude perniciosa de Caim. Logo depois, o homem procura associa-se uns com os outros em comunidade; nascem às nações, em seguida os grandes impérios. Tais impérios adotaram a cultura religiosa politeísta em controvérsia com a cultura monoteísta judaica. Toda mazela espiritual foi se multiplicando como um vírus frenético, passando e se agregando de império a império, até se fundir em um único ponto, chamado império romano. Tal império condensou aspectos de todas as culturas num único lugar. Neste tempo a igreja de Cristo como um corpo espiritual, dissociada de um composto religioso identificável e visível aos olhos humanos, toma forma embasada nos ensinamentos de Cristo, a Pedra angular.

         A partir do ano 100 d.c, multiplicaram-se diversas formas de perseguições internas e externas. A multiplicação de conceitos errôneos e a fúria desenfreada do império romano, ver surgir logo após a morte dos apóstolos, as colunas doutrinárias, homens denominados de apologistas e polemistas; estes consolidaram métodos para defender a igreja de tais ataques. O cristianismo estava perdendo sua característica primordial, a simplicidade, para torna-se numa organização visível, ou seja, numa religião; sabemos que o nascimento de uma religião vem em conseqüência da ausência de Cristo.

           Não podendo conter o crescimento do cristianismo, o império romano, com a chegada do imperador Constantino, concede liberdade de culto aos cristãos, associando-se a igreja. A partir de então o cristianismo é a religião oficial do império; começando deste ponto todo lixo teológico. Aprendemos que o império romano foi uma síntese de toda cultura pagã; vejam o estrago quando este se associa de uma forma pacífica a igreja que neste tempo já era uma religião. O legalismo, espiritismo e tantas outras coisas que vemos a exceção de judaísmo, originaram-se do paganismo.  Traços da cultura grega, egípcia e babilônica estavam presentes dentro do império romano.

         Com a falência política do império romano, a denominada igreja católica se encarrega de reerguer o império numa grande corporação religiosa dominante; inicia-se a idade média, o período das trevas. Com tanta corrupção dos clérigos e escravização da massa que na maioria eram leigos, levantam-se um dos reformistas, Martinho Lutero, além de também levantar outros, a exemplo de João Calvino. Homens livres e pensadores que experimentaram as grandezas da graça; romperam com o sistema católico, mas o espírito religioso não foi erradicado, continuou. Destes reformistas brotaram missionários, líderes, pastores, com uma ótima visão, mas caracterizados pela religião.  Neste grupo, levantou-se o teólogo Jacó Armínio, um aluno de João Calvino, que influenciou John Wesley, herdeiro do pentecostalismo, ensinos carismáticos e de toda desordem que vemos nos dias atuais em instituições que se dizem pentecostais. Eram pessoas de princípios cristãos, mas contaminados pela influência esmagadora da religião. Daí surgiu às instituições que hoje presenciamos, e o que nos preocupa é o fato de que os conceitos místicos, herdados pelo catolicismo foram repassados. As reuniões evangélicas são reflexos do espiritismo, legalismo e catolicismo. O espiritismo presente nestas instituições enfatiza o sentir em vez do refletir; a possessão em vez da inspiração. Pregam e retrocedem ao antigo testamento buscando meios de reconciliação com Cristo através de regras. A tradição é fortalecida; por isso que vemos ainda, muito presente, a hierarquia governamental; para combatê-los precisamos mergulhar a nossa mente nas escrituras.

         O apostolo São Paulo afirmou: “... apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”. A nossa mente e o nosso pensar é o reflexo daquilo que absorvemos, por isso devemos nos apegar ao que é bom e agradável para fluir coisas boas de nosso coração. O bom e agradável é Cristo; se voltarmos a Cristo, todos os aspectos da religião serão varridos de nossa memória.



Shalom, Rafael lima.