sexta-feira, 6 de maio de 2011

A liberdade cristã.

 
       


    


     
     “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais de novo a jugo da escravidão”. (São Paulo). O cristianismo nos isenta de todo fardo, porque a liberdade está em Cristo. O movimento evangélico acatou o gnosticismo com rituais de ascetismo; eis a questão de haver tantas proibições e regras, que são mais bizarras que outras. Os líderes preocupam-se mais em punir do que direcionar o povo a pensar. Toda religião, seja ela cristã ou pagã, procura encarcerar o povo; eis a questão de tanta miserabilidade espiritual (intelectual).

     A pior miséria é a alienação mental. Cristo nos libertou de toda espécie de regras; os que procuram ser livres em Cristo repudiam com eficácia o movimento religioso e as instituições que o representa. Como diz a frase do poeta e escritor Castro Alves, “a praça é do povo como o céu é do Condor”. Ser livre é ter a mente de Cristo, desprendida de concepções errôneas e meramente humanas; ser livre é ter a capacidade para escolher crer ou não crer em Deus; e crer em Cristo é começar do zero, uma volta detalhada ao início de tudo.   

     A religião se coloca no caminho, achando que pode colocar o homem no céu com pretextos e rituais. O cristianismo nos torna leves como penas. Não precisamos de muita coisa, a não ser decidir seguir a Jesus. Cristo afirmou: “Tomai sobre vós o meu jugo...”. O jugo de Cristo é a conseqüência desta liberdade recebida por Ele; tudo é pela graça. Ser livre é não precisar de tutor espiritual. Temos que ter cuidado com o movimento ascético presente nas religiões, exigindo repressão para alcançar a santificação; a boa conduta é gerada pela Palavra de Deus (pedagogia Cristã). Ainda que tentemos nos conectar com o divino com as nossas próprias forças, não alcançaremos tal possibilidade; tudo é pela misericórdia de Deus. Não conseguiremos ser livres, se esta graça não vier de cima; não conseguiremos amar se o amor não for derramado em nossos corações pelo Espírito Santo. O caráter cristão não é uma norma a ser conquistada, mas uma virtude derramada. Temos que ser audaciosos e investigadores, prestes a revelar o legalismo ressuscitado nas instituições que alegam ser cristãs, mas não tem nada com Cristo. Legalismo é a lei mosaica que está sendo levantada nas denominações religiosas; o composto de regras, rituais, dogmas doutrinários, meramente humanos, que procura a justificação do homem em relação a Deus. Como diz a musica: “Posso não, quero não, posso não...”. A obediência, decência, compostura, é um processo natural crescente na vida do cristão que opta amar a Cristo, simplesmente.

     À medida que nos inclinarmos para o aprendizado de Cristo Jesus, envolvendo muito raciocínio e perseverança, nos tornaremos livres da religiosidade e até de nós mesmos. Todo sistema religioso escraviza com dogmas e doutrinas e até as inclinações humanistas; e quando há uma relação entre religião e antropocentrismo, é gerado a libertinagem que é o engessamento do caráter gerado pelo Espírito. A pessoa que está engessada, também se encontra com a mente cauterizada, por isso procura se abastecer com o sensacionalismo. “E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes”. (São Paulo, aos romanos). 

    A religião se apresenta com uma solução, interferindo na liberdade cristã com regras e pretextos, exigindo obediência; e quanto mais tal obediência é exigida o problema continua sendo gerado com força total. Além de procurar tirar a liberdade do ser humano, violam sua capacidade de pensar e transforma a pessoa num corpo sem vida. Eis a frase: “Penso, logo existo”. Não conseguiremos serem pessoas de bem se estes princípios não forem gerados em nós pela Palavra da Verdade que é Cristo. Há em nós uma semente do mal, por isso que São Paulo disse: “Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço”. 

     Senhores e senhoras que lêem estes escritos, se a nossa liberdade estiver embasada em Cristo e não nos princípios teológicos medievais, que englobam a penitência, sacrifícios, indulgências, etc.  E não precisarmos de nem uma religião ou instituição para nos guiar a não ser Cristo, podemos com certeza afirmar que somos livres à medida que nos desligarmos de toda esta panacéia, ciente de que todo sistema se incomodará com a nossa liberdade, porque a liberdade cristã causa vertigem. 





Shalom, Rafael Lima

quinta-feira, 21 de abril de 2011

NO COMÉRCIO DA FÉ JESUS NÃO PASSA...










NO COMÉRCIO DA FÉ JESUS NÃO PASSA
DE UM PRODUTO VENDIDO À PRESTAÇÃO!
MOTE DOS NONATOS

Tema desenvolvido de improviso pelos repentistas, Raimundo Nonato (RN) e Nonato Costa (NC), em 01/05/1999
NC
Quem aceita lavagem cerebral
Basta ouvir um sermão que abaixa Crista
Assembléia de Deus ou a Batista
A Católica ou Igreja Universal
Na partilha dos bens é tudo igual
Mas prá si fazem remuneração
Porque padre ou pastor só abre a mão
Quando fala com o povo achando graça.
NO COMÉRCIO DA FÉ JESUS NÃO PASSA
DE UM PRODUTO VENDIDO À PRESTAÇÃO

RN
Os pastores e padres são isentos
 De despesas com carro, roupa e feira
E os fiéis são quem tiram da carteira
A despesa dos gastos e aumentos
Pra Deus tem até zero novecentos
Custa 4 reais a ligação
Eles chamam isso tudo louvação
Mas eu chamo isso tudo é de trapaça
NO COMÉRCIO DA FÉ JESUS NÃO PASSA
DE UM PRODUTO VENDIDO À PRESTAÇÃO

NC
Esses homens que pregam o falso amor
São capazes de até forjarem provas
Podem ter mil e uma seitas novas
Mas prá todos só tem um salvador
Se critica o Macedo que é pastor
Tem o Rubens Farias charlatão
Como Padre Marcelo e o Papa João
Tão lançando um CD em toda a praça
NO COMÉRCIO DA FÉ JESUS NÃO PASSA
DE UM PRODUTO VENDIDO À PRESTAÇÃO

RN
Sei que a Bíblia em CD está gravada
Sei que Cid Moreira as cifras soma
E a capela Cistina lá em Roma
Quem quer ver são 10 dólares a entrada
Hoje toda cidade é explorada
Por novena, por missa, procissão
Inda vendem rosário e oração
Crucifixo, água benta, blusa e taça
NO COMÉRCIO DA FÉ JESUS NÃO PASSA
DE UM PRODUTO VENDIDO À PRESTAÇÃO

NC
Esperando uma nave intuitiva
Transportá-la do mundo problemático
Nos Estados Unidos um fanático
Levou muitos a morte coletiva
Pouco tempo houve outra tentativa
Dessa feita, um maluco no Japão
Espalhou gás sarin pela estação
Matou muitas pessoas com fumaça
NO COMÉRCIO DA FÉ JESUS NÃO PASSA
DE UM PRODUTO VENDIDO À PRESTAÇÃO

RN
Filiais aparecem todo o dia
Sob a égide total de uma matriz
As igrejas viraram mercantis
Jesus Cristo virou mercadoria
Arrecadam milhões em Romaria
Ou qualquer uma outra pregação
Prá saber os milhões prá onde vão
Uma investigação não tem quem faça
NO COMÉRCIO DA FÉ JESUS NÃO PASSA
DE UM PRODUTO VENDIDO À PRESTAÇÃO

NC
O meu mestre de todos os senhores
Se vier pelo mundo, como está
Pelos Judas de hoje ele será
Leiloado nas bolsas de valores
Da Europa virão os compradores
Como fazem na privatização
Pagamento é em dólar ou em cartão
Promissória ou em cheque que se amassa
NO COMÉRCIO DA FÉ JESUS NÃO PASSA
DE UM PRODUTO VENDIDO À PRESTAÇÃO

RN
Todas seitas conservam os seus tabus
Todas têm interesse no projeto
Nem a Bíblia é o livro mais correto
Como todo discípulo assim traduz
Nem o vinho é o sangue de Jesus
Nem a hóstia equivale à refeição
Ninguém tem o direito à salvação
Com 10 gramas de água, sal e massa
NO COMÉRCIO DA FÉ JESUS NÃO PASSA
DE UM PRODUTO VENDIDO À PRESTAÇÃO

NC
Na cabeça de alguns ignorantes
Os Teólogos são santos poderosos
E os que dizem que são religiosos
Querem ser Jesus Cristo, Deus de antes
Na Irlanda católicos, protestantes
Se assassinam sem trégua e sem perdão
Eu não posso chamar religião
Esse crime seguido de desgraça
NO COMÉRCIO DA FÉ JESUS NÃO PASSA
DE UM PRODUTO VENDIDO À PRESTAÇÃO

RN
Sei que a seita dos Mórmons quantifica
Quem dá mais é quem consta do arquivo
O Presbítero tem cunho lucrativo
Renascer muito atrás também não fica
A Igreja Católica é a mais rica
Como as outras Igrejas também são
Não aceitam fazer a divisão
Essa hipótese a Igreja não abraça
NO COMÉRCIO DA FÉ JESUS NÃO PASSA
DE UM PRODUTO VENDIDO À PRESTAÇÃO.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O primeiro mandamento.





               


              

             Cristo nos deixou um grande legado, nas qual todos nós sem merecermos formos alcançados: “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis”. Trata-se do único e suficiente mandamento, não existindo outro, apesar de presenciarmos uma grande onda de legalismo; estão querendo ressuscitar a lei mosaica que nos incapacita de sermos merecedores da graça de Deus que nos alcançou pelo seu grande amor para com todos nós, incapazes de amar.

               O amor de Deus é sublime e indestrutível, não se rebaixando a concepções humanistas capitalistas. Existem muitas concepções e teorias a respeito do amor, mas o catedrático teólogo S. Paulo define muito bem o genuíno amor de Deus: “Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”. Este é o amor que se coloca, levanta, ajuda, exorta e compreende etc. O grande e único amor de Cristo.

              A sociedade segue-se desnorteada porque os princípios deixados por Cristo não estão sendo acatados; o amor de Deus resolve todo tipo de problema, erradicando o mal pela raiz. Os princípios cristãos são ridicularizados e considerados como arcaicos pela sociedade capitalista e humanista. Se estes princípios fossem repassados de geração a geração seríamos mais unidos e felizes. A humanidade anda sem direção; os políticos seguem sem um norte, e eis a razão de tantas maledicências, como violência, brutalidade, e desrespeito aos valores familiares; Cristo está sendo deixado de lado.

               Numa sociedade cativa e com princípios morais inversos, que são divulgados em massa pelos meios de comunicação, não devemos esperar resultados agradáveis, mas mudanças drásticas do comportamento humano.

               O mandamento do amor cobre uma multidão de pecados, e a definição da palavra pecado, é a quebra dos princípios morais e éticos do Reino que trazem prejuízos ao próximo e a nós mesmos. Em entrevista realizada a rádio CBN, frei Leonardo Boff afirmou: “Há dois instintos dentro do homem lutando entre si”. Ele deixou bem claro que um, é o instinto do bem e o outro, o instinto do mal; claro que há um pouco de verdade nestas afirmações. Pecado, é a inclinação para o lado do mal, o instinto negativo presente na nossa natureza.

              Como diz a música do cantor Paulo Cesar Brito: “ Quem procura Deus acha o seu irmão”. O amor derramado em nossos corações é justamente este, apesar do capitalismo nos estimular a pensar em nós mesmos; o amor de Deus nos direciona a pensar no próximo, e esta é a obra de Deus.

              A religião nos ensina um Cristo com trajes diferentes que nos inunda com constantes regras, aprisionando-nos, em vez de dar-nos liberdade; e muitas vezes até nos enganamos em pensar que tais regras nos levam a fazer a vontade de Deus. Mas, a obra de Deus é  se colocar no lugar dos enfermos, necessitados e carentes de um ombro amigo. Como diz a paráfrase: “Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me”


Shalom, Rafael Lima
Cristão ortodoxo.




sexta-feira, 8 de abril de 2011

" E a igreja somos nós".












              Parece uma piada, mas é uma grande verdade; até o significado da palavra igreja, resume a frase. Igreja, vem da palavra grega “Eclésia”, que significa “chamados para fora”.

               A religião nos ensina que a igreja para ter as características de igreja, necessita de complexos aparatos dentre os quais: Templos suntuosos, liturgia, política, organização, um nome e um conceito. A luz dos relatos bíblicos narrados por S. Lucas chegamos à seguinte conclusão: Igreja é comunidade, unidade, simplicidade, família de Deus, ligados numa grande amizade. Nada relacionado à complexidade simbólica de uma religião. Não considero nenhuma instituição religiosa atual como uma igreja, porque o conceito de igreja está ligado a um grupo de pessoas unidas a um só Senhor, uma só fé (convicção), um só batismo.

                Analisando estes fatos chegamos a tal conclusão: Qualquer um pode ser igreja. Num determinado filme, uma determinada pessoa foi interrogado: - Qual é o seu nome?  A pessoa respondeu: - meu nome é igreja. O conceito de igreja pode está ligado a uma família, um grupo de amigos e todo aquele que preserva e professa Cristo como Senhor e Salvador, sem depender de nenhum conceito religioso e nenhuma liturgia para ser salvo. Porque Cristo é o caminho, a verdade e a vida.

              Quanto mais burocrático o sistema for, mas corrupção haverá. Por isso que uma das características marcante do cristianismo é a simplicidade. Quanto mais simples for, menos problema.


Shalom, Rafael Lima
Um cristão ortodoxo.

sábado, 26 de março de 2011

Poder financeiro.



Toda religião se sustenta no dinheiro. A igreja de Cristo é o inverso; sustenta-se no amor. Quem não está habituado a ouvir expressões como esta: O Reino de Deus precisa de dinheiro para progredir aqui na terra. Hoje concluiremos o assunto que iniciamos: O tríplice poder, a ótica satânica. Abordando justamente a questão financeira e o evangelho, nos dias atuais. Vamos quebrar muitos paradigmas no decorrer deste tema.
Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes de graça dai”. Será que muitos que se dizem cristãos, mas são oportunistas e mercantilistas do inferno, estão prontos para ouvir expressões como estas. Se tivesse uma frase que definisse esta situação, seria justamente esta: “Ovelha gera dinheiro; dinheiro gera riqueza; riqueza gera aristocracia; aristocracia cria a religião, que aprisiona o povo com conceitos e regras, direcionando a muitos para outros caminhos extras, que não é o caminho de Cristo. Por que a divulgação do evangelho nos primórdios era tão eficiente? Não precisava de tanta tecnologia para atingir os objetivos designados. Não precisavam de milhões de dólares. A arma secreta deles era a mensagem da cruz. Sobre este pretexto muitos estão se enriquecendo, principalmente líderes que usam o nome de Deus para saquear a casa dos necessitados.

Jesus disse: “Que te parece, Simão? De quem cobram os reis (Pastores, líderes, bispos, apóstolos, etc.), da terra os tributos, ou o censo? Dos seus filhos, ou dos alheios? Disse-lhe Pedro: Dos alheios. Disse-lhe Jesus: Logo, estão livres os filhos. Tais líderes tentam tirar dinheiro de seus subjugados a todo custo, inclusive sobre pretexto de maldição. Tudo está preso ao materialismo, a verdade é esta, incluindo o subjugado e tais líderes. Vamos fornecer o seguinte exemplo: O subjugado ou escravo está passando uma dificuldade financeira, logo se apresenta o pastor com a seguinte indagação: - Você não está dando o dízimo, é por isso que está nesta situação. Agora vos dirijo a seguinte pergunta: Isso é cristianismo?! Ver o irmão passando dificuldade e exigir o imposto. Soube de um caso, que determinada pessoa pegou sua carteira de membro e rasgou na frente do pastor, afirmando que tinha presbíteros passando fome. É lamentável ouvirmos tais situações. Como estas pessoas estarão diante de Deus? Andam no luxo, carro importado, seguranças particulares. Fiquei sabendo de uns que tem mansões com torneiras de ouro; estão nas regalias e os necessitados passando fome. Tem uma musica com a seguinte frase: “Não vamos construir mais templos ricos, deixar crianças morrerem de fome, se preocupar com ouro e granito enquanto o mais próximo não come”. Uma pura verdade.

A graça nos isenta de impostos e regras como requisitos para sermos salvos. A fusão da graça com a lei mosaica gera lucros; a fusão da graça com o conhecimento de Cristo gera serviço. O dízimo, imposto cobrado nas instituições religiosas, liga-se a lei. A contribuição voluntária que visa o próximo está relacionada à graça. Vemos este exemplo no início da igreja. Todas as contribuições visavam suprir a necessidade do próximo. Hoje, o alvo é a famosa tríade: Salário, templos e propriedades; Um contexto muito parecido com a igreja católica da idade medieval. Estes fatores é um grande problema que precisa ser combatido pela cruz de Cristo. A simplicidade do cristianismo foi deixada de lado, porque a religião aprisionou a muitos com o jugo do materialismo. No início, até para escolher líderes, era preciso que estes fossem desprendidos do dinheiro; não cobiçoso. Cristo nos ensinou isto (Mat 10.29-31).


Shalom, Rafael Lima