sábado, 28 de abril de 2012

Geração " Fast-food".



     






     O fast-food virou sinônimo de um estilo de vida estressante que vem sendo criticado desde o final do século XX. Acredito não é só um estilo alimentar como também cotidiano, porque este estilo é um reflexo de vida que a sociedade do século XXI tem experimentado. A palavra “fast-food” na tradução do inglês para o português significa comida rápida ou comida pronta, devido à necessidade brusca das pessoas de se alimentarem porque o tempo é corrido.

     O que mais vemos nos dias atuais é a imensa correria das pessoas no dia-a-dia e até vivenciamos isto em nossas vidas. Quem não já expressou para alguém que está sem tempo; ninguém é poupado de tais atos. Somos flagrados por condutas que não pensávamos em ter. Tudo está a mil, é a sociedade do “speed”. Até mesmo nos discursos políticos, empresariais e religiosos. Surgem preocupações com o futuro e investimentos de cinquenta a cem anos à frente, sem deduzirmos o que irá acontecer. Jesus narrou tais fatos em suas parábolas, sobre um rico que se alegrava com o resultado de seus investimentos: “E direi a minha alma: Alma tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga. Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?”. Estamos perdendo valores por causa da nossa negligência.

    As construções afetivas estão sendo esquecidas e pisoteadas. Não há mais tempo para longas conversas, porque tudo é dinheiro e já deduziram que tempo é dinheiro. Tudo tem que fluir rápido, por isto é válido dizer: Oi! Olá! Tudo bem! Amém! Porque é o momento das interjeições. Nisto, os relacionamentos vão ficando deteriorados, porque não há mais diálogos; conversar é perda de tempo. É muito melhor punir o culpado, do que tratar o problema na raiz. Não há mais tempo para participar da vida do próximo, compartilhando experiências vívidas. O tempo dos amigos do bairro, do futebol de rua, das travessuras nas casas dos vizinhos foi substituído por computadores, virtualidades, etc., já que a sociedade é escrava do medo. Hoje, o que é válido é o isolamento, cada um no seu canto e que ninguém se conheça, amém. Conhecimento, intimidade, diálogo é perda. Os valores de hoje são financeiros, monetários, etc. A sociedade está um caos.

     Por isso que esta geração está cada vez mais adoecida. Precisamos viver ao invés de padecer pelos nossos erros. O dia tem vinte e quatro horas e necessitamos urgentemente rejeitar a proposta medíocre que se instalou no mundo. Porque vida não é lucros; saúde não é dinheiro, muito menos ter posses. “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens”. De modo que viver é sermos nós aproveitando cada minuto, cada segundo; porque estar com o próximo não é perda, é ganho neste século e no porvir.


Rafael Lima

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