domingo, 21 de fevereiro de 2016

O MUNDO



“No mundo tereis aflições e tribulações, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” ( Jesus)


O mundo é superficial, é mortal.  Drena as energias das nossas almas sufocando a alegria do viver. O mundo é sintético, sistema do mal; oprime e seduz. E tantas vezes somos atraídos à estas seduções, ao prazer das futilidades, de tudo aquilo que não é real que não gera vida, só destruição do que é humano, do que é simples, do que é corpo, espírito e alma. Por isso eis a oração do Pai: “Pai, não peço que os tire do mundo, mas que os livre do mundo”.  Mundo-sistema que sobrecarrega. Quem não já sofreu de ansiedades e tantos pesares, ausências de paz, energias pesadas, aquela sensação de descarregamento, de peso psíquico, cansaço. Conspirações que vem contra o que é bom, mas Ele diz: “Vinde a mim cansados e sobrecarregados que eu vos aliviarei”. A fé na palavra dele é o poder que nos faz respirar, nosso sustentáculo neste mundo, nossa razão de Ser na integridade perfeita. A vitória que vence o mundo que é a nossa fé N’ele; reino celestial dentro de nós, céu na nossa lida. É glória excelsa e eterna que vai nos convertendo quando desconvertemos e sempre nos ressuscitando para uma nova vida em Cristo. A Luz desta palavra, expressão de Deus, é que nos separa de nós mesmos, do mundo que há em mim.

sábado, 16 de janeiro de 2016

O princípio da relacionalidade


“E entrou para ficar com eles. E aconteceu que, estando com eles à mesa tomando o pão o abençoou e partiu-o, e lho deu” (Lc 24.29).


O princípio da relacionalidade foi estabelecido em Cristo. A relacionalidade é o princípio da unidade ou comunhão. Em Jesus interagimos uns com os outros. Esta é a sacra religião: o próximo. Re-unir e repartir; se entregar e receber a entrega. A relacionalidade no Evangelho é dentro de si, ou seja, a relação consigo mesmo que cuja consequência se reflete na existência, e nos que existem, os que vivem: As plantas, as flores, as aves, o mundo , o próximo.  Jesus sendo vida em todos; Jesus em mim, Jesus em nós, a esperança de graça e glória. O princípio da ceia não é o pão e nem muito menos o vinho. Se não houver relacionalidade não há ceia, não há jantar, não há comunhão. O rito no evangelho que prevalece é o da relacionalidade, e esta é a Eclésia, o tabernáculo de Deus. Por isso dois ou três reunidos no nome d’Ele é primordial para estabelecer uma interação com o divino.